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Campo Maior: Na abertura do Centro Interpretativo das Festas do Povo, Ministra garante apoio às próximas festas

A Câmara de Campo Maior (Portalegre) inaugurou, no passado sábado, um centro interpretativo dedicado às Festas do Povo, no antigo edifício do Assento Militar, após um investimento superior a 1,2 milhões de euros.

Tradição secular e realizada pela última vez em 2015, as Festas do Povo de Campo Maior são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas, sobretudo no centro histórico, ‘engalanadas’ com milhares de flores de papel, feitas pela população de forma voluntária.

No Centro Interpretativo das Festas do Povo – Casa das Flores, os visitantes vão poder conhecer a vertente histórica desta festa que remonta ao final do século XIX, bem como a “mudança” que o evento sofreu após a revolução de 25 de Abril de 1974.

Presente na inauguração esteve a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que em declarações aos jornalistas destacou as potencialidades do novo equipamento, referindo que “qualquer visitante pode aqui sentir, ver o que é que são as Festas do Povo, até sente emoção, a dinâmica, a festa, o período de construção e até a tristeza do fim da festa.”

Para Ana Abrunhosa, a inauguração deste equipamento nesta altura, “deixa a ideia de que queremos a festa do povo em 2023, apesar de sabermos que é algo que envolve toda a comunidade, mas nós já estamos habituados que quando o povo quer Campo Maior acorda em Flor e, portanto, é maravilhoso perceber que a UNESCO reconheceu esta tradição.

Já sobre o apoio que a Ministra da Coesão prometeu no discurso, Ana Abrunhosa esclareceu que “esta festa exige uma logística muito grande, envolve recursos e, portanto, não são palavras ocas, porque obviamente vamos sentarmo-nos com o presidente da Câmara, com a sua equipa, com a Comissão de festas, perceber as necessidades e perceber, obviamente também que o presidente da CCDR do Alentejo, com a  diretora regional da Cultura, também com o responsável do Turismo do Alentejo, perceber como é que podemos apoiar”, garantindo que “apoiar não é só em palavras, apoiar é apoio financeiro e apoio logístico”, acrescentando que “é uma disponibilidade muito concreta.”

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