O Governo vai apoiar o projeto da fábrica de baterias de iões de lítio da chinesa CALB, a instalar em Sines, com um incentivo público que poderá atingir os 350 milhões de euros, ao abrigo do regime europeu de incentivos à reindustrialização e à aceleração da inovação.
O apoio estatal corresponde a uma taxa máxima de 35% do investimento elegível e está associado a um projeto que representa um investimento global de 2.067 milhões de euros. A iniciativa já deu entrada na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), entidade responsável pela avaliação técnica e financeira que antecede a contratualização do incentivo.
De acordo com a informação avançada pelo ministro da Economia, Pedro Reis, em fevereiro de 2025, o processo de análise decorre agora na Aicep, sendo durante 2025 que deverá ficar concluída a definição das despesas elegíveis, das intensidades de apoio e das condições finais do contrato de investimento a celebrar com o Estado.
O projeto da CALB, conhecido há vários anos, prevê a instalação de uma unidade industrial na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), dedicada ao fabrico de baterias de iões de lítio para o setor automóvel e para sistemas de armazenamento de energia em bateria. A entrada em funcionamento da fábrica está prevista para 2028.
A concretização do investimento deverá permitir a criação de 1.800 postos de trabalho diretos, dos quais 497 altamente qualificados. O Governo reconhece que a dimensão do projeto implica impactos estruturais na região, incluindo necessidades ao nível da habitação e da integração da nova força de trabalho.
Na apresentação do projeto, a administração da CALB voltou a sublinhar as razões que levaram à escolha de Portugal, apontando a localização estratégica, as condições logísticas do porto de águas profundas de Sines e a disponibilidade de recursos humanos qualificados, enquadrando o investimento na estratégia europeia de reforço da capacidade industrial no setor automóvel e energético.


















