O Alentejo foi uma das regiões que apresentou resultados positivos na atividade da construção durante o primeiro trimestre de 2026, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Enquanto a nível nacional o número de edifícios licenciados diminuiu 10,9%, a região alentejana registou um crescimento homólogo de 5,0%.
De acordo com o destaque «Construção: Obras Licenciadas e Concluídas», no primeiro trimestre do ano foram licenciados 377 edifícios no Alentejo, face aos 359 registados no mesmo período de 2025. Também as construções novas cresceram 7,9%, passando de 239 para 258 edifícios.
Turismo em Grândola impulsiona área licenciada
Um dos indicadores que mais se destacou foi a área total licenciada. O Alentejo registou um aumento homólogo de 68,3%, o mais elevado entre todas as regiões do país.
Segundo o INE, este crescimento ficou associado sobretudo à área licenciada para estabelecimentos hoteleiros e empreendimentos de turismo em espaço rural no concelho de Grândola.
A região contabilizou 153.327 metros quadrados de área licenciada, face aos 91.095 metros quadrados registados no primeiro trimestre de 2025.
Também o número de fogos licenciados em construções novas para habitação familiar aumentou 9,9%, passando de 191 para 210 fogos.
Mais edifícios e mais habitação concluída
Os dados do INE revelam igualmente uma evolução positiva nas obras concluídas.
No primeiro trimestre de 2026 foram concluídos 216 edifícios no Alentejo, mais 12,5% do que no período homólogo do ano anterior. As construções novas concluídas aumentaram 14,0%, enquanto as obras de reabilitação cresceram 8,9%.
No segmento da habitação familiar, o número de fogos concluídos registou um aumento de 20,8%, passando de 159 para 192 fogos. Trata-se de uma das maiores subidas verificadas entre as regiões portuguesas.
A área total construída também cresceu 15,5%, atingindo 75.194 metros quadrados.
Alentejo entre as exceções no panorama nacional
A nível nacional, o primeiro trimestre de 2026 ficou marcado por uma redução do número de edifícios licenciados e dos fogos autorizados para habitação familiar. Apenas o Alentejo e a Região Autónoma da Madeira registaram aumentos homólogos no número de edifícios licenciados.
No caso das construções novas licenciadas, o Alentejo voltou a destacar-se, sendo igualmente uma das duas únicas regiões do país a apresentar crescimento neste indicador.
Os resultados colocam a região entre as que evidenciaram maior dinamismo na atividade da construção durante o início de 2026, tanto ao nível do licenciamento como da conclusão de obras, com o setor turístico e a habitação a contribuírem para a evolução observada.

















