Alentejo: Diretor Regional do IPDJ afasta fecho de clubes devido à Covid-19, pode é haver “algumas suspensões da atividade”

IPDJ do Alentejo

Com a chegada da pandemia da Covid-19 a Portugal e com o prolongar da crise sanitária, agravou-se a situação de muitos clubes a nível nacional e o Alentejo não é exceção.

Recentemente, em declarações a’ODigital.pt, Miguel Rasquinho, Diretor Regional para o Alentejo do IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude, analisou a situação dos clubes desportivos no Alentejo.

Miguel Rasquinho considera que os clubes, perante a pandemia, “estão a reagir de uma forma positiva”, destacando o facto do IPDJ já antes “tínhamos uma proximidade com os clubes de todo o Alentejo e nesta fase então essa proximidade tem crescido, aliás há pouco tempo o IPDJ lançou um questionário a todos os clubes do país para avaliar quais os problemas e qual o impacto que esta pandemia tem tido não só nas contas dos clubes, mas também para avaliar o que é que aconteceu aos clubes em termos de modalidades”.

Questionado se já há algum tipo de resultado preliminar deste inquérito, Miguel Rasquinho refere que “ainda não, porque o inquérito fechou há muito pouco tempo e como se sabe existem milhares de clubes por todo o país, mas as respostas terão sido as mais diversas”.

Já sobre um possível encerramento de alguns clubes devido à crise pandémica, o Diretor Regional do IPDJ, diz que “não diria o encerramento, mas poderá haver algumas suspensões da atividade, porque dizer encerramento é uma palavra muito forte para se aplicar aqui”.

O responsável referiu ainda que “aquilo que pode eventualmente acontecer é, o clubes não conseguirem retomar a sua atividade porque há despesas inerentes à prática desportiva, obviamente que os clubes sendo amadores e não pagando ordenados, mas têm sempre despesa com transportes, com refeições, enfim há uma série de despesas que têm que assumir, o que se pode tornar complicado de sustentar, devido ao facto de alguns sócios deixarem de pagar quotas, algumas entidades patrocinadoras terem optado por outras opções para gastar o dinheiro e depois nem sempre o desporto se calhar é o mais importante”.

Miguel Rasquinho quis ainda realçar que “verifico que os clubes acima de tudo se preocupam com a parte não competitiva do desporto com a promoção de outras atividades desportivas não competitivas e isso dá-nos aqui algum orgulho, alguma garantia de que de facto os clubes vão continuar a sua atividade.”