Alentejo “tem conseguido qualificar um desenvolvimento sustentado, mas também diferenciado”, disse Presidente da CCDR-A

Esta semana, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, acompanhada pela Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, realizou uma visita duas obras que estão a decorrer na região, nomeadamente em Veiros e na cidade de Estremoz, estas que são financiadas por fundos europeus.

Neste sentido ODigital.pt falou com Roberto Grilo, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A), a fim de saber como está a decorrer a execução dos fundos europeus na região.

Roberto Grilo começou por referir que “a região tem um forte compromisso na aplicação dos fundos, está alinhado em média nacional, em termos médios, com aquilo que se passa no Portugal 2020”, acrescentando que “há um trabalho de grande proximidade, mesmo da nossa parte Programa Operacional Regional, e também neste caso da tutela dos fundos da Senhora Ministra da Coesão e Secretaria de Estado de valorização do interior, o que permite, mesmo que surjam, a que algumas questões venham a ser ultrapassadas.”

O Presidente da CCDR-A destaca que na região “estamos todos a trabalhar em parceria, quer das autarquias, a própria CCDR, a tutela nacional do governo, portanto estamos todos a trabalhar em parceria, com um compromisso muito forte do melhor aproveitamento dos fundos europeus e serem colocados ao serviço dos territórios e também das pessoas.”

Continua a haver uma forte aposta nestas questões do interior e obviamente que nos deve encher de orgulho o trabalho feito por estes senhores, que são os autarcas. Têm sido peças fundamentais. Obviamente que não posso deixar de relevar os empresários, que também estão de parabéns e temos tido exemplos de grandes projectos”, referiu ainda Roberto Grilo.

Questionado se as parcerias que elencou têm sido um factor importante para a boa execução dos fundos, Robero Grilo afirmou que “não há menor dúvida”, referindo que a “proximidade, diálogo, identificação clara e estamos todos cientes do que se pretende atingir com os fundos: os resultados, as intervenções, o que se pretende”, destacando que “quando existe uma concertação e estratégia entre os municípios, o próprio programa operacional, alinhado com aquilo que são as orientações da tutela, obviamente que os resultados só podem ser estes e claro que nos enche de orgulho”.

Já sobre a taxa de execução dos fundos, Roberto Grilo adianta que a “taxa de execução andará à volta dos 33%/34%. E a taxa de compromisso está quase nos 100% já.”

O Presidente da CCDR-A concluiu dizendo que na região “não estamos a fazer um desenvolvimento qualquer. Não é um desenvolvimento a qualquer custo. É sustentado, planeado e que assenta em planos estratégicos, tem resultados objetivos”, realçando que “a região tem conseguido qualificar um desenvolvimento sustentado, mas também diferenciado. Temos projectos de enorme valia e qualidade e de referência europeia, inclusive alguns de referência mundial. Isso deve-nos deixar cheios de orgulho, porque temos sabido aproveitar os fundos.”