Apresentados os Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo: “Um projecto fundamental para criar as dinâmicas turísticas ao nível do território”, diz Ceia da Silva (c/som e fotos)

A Igreja Matriz de Santiago do Cacém recebeu esta quarta-feira, 4 de Setembro, a cerimónia de lançamento dos Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo.

Nesta cerimónia marcaram presença a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva, o Presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, os Bispos de Beja, Évora, Portalegre, entre outras entidades civis, militares e religiosas.

Esta cerimónia marcou o culminar de um projeto que, dividido em três percursos diferentes, atravessa o território, ao longo de 1400 quilómetros.

O Caminho Central, atravessa os concelhos de Almodôvar, Castro Verde, Ourique, Odemira, Aljustrel, Santiago do Cacém, Grândola, Alcácer do Sal, Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Coruche, Benavente, Salvaterra de Magos, Almeirim, Azambuja, Cartaxo, Santarém e Golegã, numa extensão de cerca 570 quilómetros.

Já o Caminho Nascente, atravessa os concelhos de Mértola, Beja, Cuba, Alvito, Viana do Alentejo, Évora, Estremoz, Sousel, Fronteira, Alter do Chão, Crato e Nisa (perto de 400 quilómetros).

O Caminho da Raia passa pelos concelhos de Mértola, Serpa, Moura, Mourão, Reguengos de Monsaraz, Alandroal, Vila Viçosa, Elvas, Arronches, Campo Maior, Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Nisa, ao longo de quase 310 quilómetros.

ODigital.pt esteve presente nesta cerimónia e falou com António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, que começou por referir que “trata-se de um projecto estruturante que quando elaboramos o plano operacional estratégico para o turing cultura e paisagístico é um projecto chapéu, ou seja, foi considerado um projeto fundamental para criar as dinâmicas turísticas ao nível do território.”

Ceia da Silva explica que “são 1400 quilómetros com três caminhos, dois que já estão sinalizados fisicamente e um ainda só do ponto de vista digital, portanto o caminho Nascente, o Central e o caminho da Raia.”

O Presidente da Turismo Alentejo salienta que “foi um projeto muito difícil de concretizar, porque 1400 quilómetros atravessam muitas propriedades, muitos territórios, muitos municípios, mas houve de facto uma articulação enorme com os diversos agentes do território, com as Câmaras Municipais, com as Associações de Peregrinos, com as Misericórdias, com as Dioceses, ou seja, significa um grande envolvimento com todas as comunidades para que pudéssemos fazer aqui um projecto bem efeito e bem estruturado.”

Vamos ter material promocional de elevadíssima qualidade, as paroquias vão vender as credenciais do peregrino, haverá disponibilidade nos postos de turismo para que os peregrinos tenham acesso a este material promocional, o mesmo estará disponível digitalmente. Estamos perante um projecto que obviamente tem uma característica de fé e espiritualidade, que são muitos importantes, mas os peregrinos que vão vir, comem nos restaurantes, dormem nos hotéis, vão surgir novas unidades de alojamento, as que existem vão ter melhores taxas de ocupação, portanto é um projecto que dinamiza o território”, acrescentou Ceia da Silva.