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Associação apela à videovigilância no centro histórico de Évora: «As pessoas não se sentem seguras»

A Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico de Évora (AMACHÉ) vai entregar esta quarta-feira, dia 19 de fevereiro, ao presidente da Câmara Municipal eborense uma petição para que o sistema de videovigilância seja instalado no Centro Histórico.

Esta ação, segundo a associação, pretende que contribua «para a discussão» do tema na reunião que se seguirá (já que será entregue antes da mesma).

Isabel Saianda, presidente da AMACHÉ, em declarações a’ODigital.pt, destacou que a petição tem por objetivo «a segurança de todos no centro histórico», pois há um «sentimento geral»: «As pessoas não se sentem seguras».

Desta forma, o sistema de videovigilância poderia «’dar mais olhos’ aos polícias, sabendo da falta de efetivos» e que este sistema poderá ajudar a «dissuadir» o problema.

«Achamos que é mais vantajoso para todos atuar ao nível da prevenção, do que atuar ao nível da punição quando o mal já está feito», realçou a presidente, dizendo que «se houver câmaras, quem faz esse tipo de atos de vandalismo pensa duas vezes».

Assim, Isabel Saianda destacou que quer que Évora «seja uma cidade onde se goste de estar, de viver e onde não se tenha medo de sair à noite» e que a petição vai «mostrara qual é a vontade dos cidadãos».

«Sabemos que tem havido resistência por parte da Câmara para a implementação do sistema. Das conversas que temos tido com o senhor presidente, não acredita muito neste sistema, que pode ser uma violação da privacidade», acrescentou.

A presidente sublinhou que tem falado com as autoridades e que lhe foi explicado que «estes sistemas estão devidamente testados e os dados pessoais estão devidamente protegidos» e com os estudantes «não se sentem seguros à noite».

«Se outras cidades se tornaram mais seguras, havendo câmaras, que muitas vezes nem se veem, porque é que aqui em Évora não há de ser?», atirou, reforçando que «quando o bom senso não impera, tem de haver algo que se dissuada».

Por outro lado, realçou que compreende que os sistemas «não são baratos» e que o município «é que gere o dinheiro público», mas destacou que «da oposição, tem havido posições favoráveis».

 Questionada se a sensação de insegurança se traduz em casos reportados, Isabel Saianda respondeu que «há efetivamente mais a sensação do que efetivamente os casos», mas que também «há muitos que não são reportados».

«Ou porque as pessoas acham que não vale a pena, ou porque têm vergonha do que aconteceu, ou porque é uma maçada», esclareceu.

A presidente sublinhou ainda que as pessoas «têm de ter consciência» e «reportar às autoridades», já que «não podem dizer que há efetivamente insegurança, se não reportam».

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