Borba: Altino Carriço lançou um livro. Autarca referiu que é um “sinal de que a cultura popular está viva” (c/fotos)

Lançamento de livro em Borba

O Cineteatro de Borba recebeu, este domingo, a apresentação do segundo volume da obra “Memórias da Alma”, de Altino Carriço.

Cumprindo as orientações da Direção Geral da Saúde (DGS), esta apresentação do livro do popular poeta de Rio de Moinhos contou com público.

O autor em declarações à imprensa disse que “a obra Memórias da Alma fala sobre o Alentejo, fala sobre Rio de Moinhos, sobre Borba, Vila Viçosa, Estremoz, fala sobre a minha vida, fala sobre a minha saúde e também sobre a pandemia Covid-19, que neste momento é uma grande inspiração. Neste livro já falo sobre a pandemia que estamos a atravessar e nas gavetas já tenho vários trabalhos que irão sair num próximo livro que irá sair“.

Acrescentou ainda que “faço livros e para além disso todos os anos participo em encontros de poetas, em Vila Viçosa, no Cano, em Cuba, em Aljustrel e em Borba e sinto que faço parte da cultura alentejana”.

O Presidente da Câmara Municipal de Borba, António Anselmo, presente no evento, disse à imprensa que “Rio de Moinhos é uma terra de muitos poetas, felizmente apresentamos mais uma obra de Altino Carriço, é uma altura que não é muito boa caso contrário teríamos a sala cheia mas de qualquer maneira quando um poeta popular tem coragem de escrever o que muita gente fala e faz uma obra é uma alegria muito grande para a freguesia e para o concelho de Borba. Costuma dizer-se que a palavra voa e a escrita perdura, e quando os poetas, nomeadamente populares, têm essa coragem é sinal de que a cultura popular em Borba está viva e recomenda-se“.

Um povo sem história e sem memória não existe e como tal tudo o que o município consiga fazer, sejam pequenas ajudas ou pequenas comparticipações irá fazer pois irá permitir que as gerações vindouras saibam que em Borba para além da cultura, há ainda a dita cultura popular que é aquela que, na minha opinião, mais nos interessa pois as nossas tradições e usos e costumes não devem ser perdidas” acrescentou.