BTL: “Há espaço para crescer em número de turistas, mas há um espaço imenso para crescer na forma como os recebemos” afirma Vereador de Évora (c/som e fotos)

Decorre até este domingo mais uma edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, onde os municípios mostram as suas potencialidades turísticas e as empresas dão a conhecer as suas melhores ofertas turísticas.

A cidade de Évora foi à Bolsa de Turismo dar a conhecer a sua programação cultural e essencialmente dar a conhecer a sua candidatura a Cidade Europeia da Cultura.

ODigital.pt falou com Eduardo Luciano, Vereador do Município de Évora, que começou por afirmar que “Évora é uma cidade que não precisa de ser vendida para o turismo, Évora é uma marca tão forte que não precisamos dessa promoção”, acrescentando que “precisamos de distinguir Évora como uma cidade de cultura e foi isso que viemos cá fazer, mostrar a programação cultural da cidade, apresentar o nosso “Artes à Rua” que é um festival que dura um mês e meio, na rua e com acontecimentos diários e viemos essencialmente dizer que somos candidatos a Cidade Europeia da Cultura em 2027, com o Alentejo todo por trás.”

Sobre a candidatura de Évora a Cidade Europeia da Cultura, o autarca refere que “é uma candidatura que não é da cidade, é de toda a região e foi isso que viemos aqui afirmar. Penso que as pessoas ficaram muito bem impressionadas com aquilo que nós aqui deixamos ficar e quem passar por aqui e não ficou com vontade de visitar Évora, é porque não merece Évora.”

Questionado se ainda há lugar para o turismo crescer em Évora, Eduardo Luciano disse-nos que ainda há espaço para crescer, no entanto “há naturalmente um trabalho muito importante a fazer ao nível daquilo que é a qualificação da oferta e nós temos consciência das nossas falhas, porque só tendo consciência dessas dificuldades é que as podemos suprir. Obviamente que há espaço para crescer em número de turistas, mas há um espaço imenso para crescer na forma como os recebemos.”

Sobre a crescente procura da programação cultural de Évora, o Vereador salientou que os turistas “procuram essencialmente coisas diferentes, porque se nós fizermos a programação cultural de Évora à semelhança de Lisboa, ficamos a perder. Nós apostamos numa programação diferenciada apostamos naquilo que habitualmente não é oferecido nos outros sítios”.