Ceia da Silva no Congresso das Açordas, em Portel, pede reflexão pois “não estou a ver uma nova geração a entrar às 10 da manhã e sair 1 da manhã” (c/som)

Até ao próximo domingo, 31 de Março, decorre em Portel, no distrito de Évora, a 13ª edição do Congresso das Açordas.

Um certame onde é possível saborear os vários tipos de açordas confeccionadas na região, bem como conhecer outros produtos característicos deste concelho alentejano.

Este congresso abriu com uma sessão/debate sobre “Gastronomia Alentejana: Promover a tradição e a inovação na formação de novos profissionais”, onde participou António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional de Turismo, que começou por falar no Congresso das Açordas, dizendo que “é uma excelente iniciativa do município de Portel, e portanto quero aqui elogiar o presidente, que mantém viva esta tradição há muitos anos”, salientando que ao longo do tempo o certame tem vindo “melhorando, alterando, fazendo a manutenção de um prato que é muito tradicional no Alentejo que são as açordas.”

Ceia da Silva refere que este certame é “uma homenagem à confecção das açordas, aqueles que ancestralmente e centenas de anos começaram a utilizar o pão e os recursos mais generosos do território, numa região pobre, para fazer a sua confecção. Portanto trata-se de uma iniciativa louvável, que atrai muita gente aqui durante três dias e que tem também esta vertente de discussão e reflexão sobre as questões da gastronomia, da renovação, dos Chefs, do emprego, e este colóquio foi muito interessante.”

Já sobre o tema da conferência, o Presidente da Entidade Regional de Turismo salienta que “falei muito daquilo que temos feito, da carta gastronómica, do guia dos certificados, guia do enoturismo, ao protocolo com KM0 , muitas iniciativas que temos levado a efeito nesta questão da gastronomia e vinhos, agora é uma área muito especifica em que tem de se ser excelente todos os dias”, acrescentando que “eu se for comer a um restaurante aquilo tem de estar óptimo naquele dia, não há uma segunda oportunidade e o mesmo se passa com a questão dos jovens e eu penso que isso vai ter de ser reflectido no futuro porque não estou a ver uma nova geração a entrar às 10 da manhã e sair 1 da manhã, trabalhar fins-de-semanas… Penso que tem de ser discutido, reflectido e analisado.”

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