Conheça as linhas gerais do Plano Estratégico 2020-2030 para o Porto de Sines

Porto de Sines

Como já noticiámos, o Conselho de Administração da APS apresentou as Opções Estratégicas para os próximos dez anos, sessão que contou com a presença de Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e da Habitação e Hugo Santos Mendes, Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações.

O Plano Estratégico do porto de Sines, agora apresentado, foi realizado pelo Centro de Estudos em Gestão e Economia Aplicada (CEGEA), da Universidade Católica do Porto. 

O documento assenta em três eixos estratégicos: garantia de conetividade física (interna e externa); ambição de gestão da rede (ou parte) de transportes; e compromisso firme com a sustentabilidade.

O plano refere-se ao período de 2020-2030 e, para cada um daqueles três eixos estratégicos, define três metas específicas:

– alcançar uma quota de 3% no total das cargas ibéricas associadas ao comércio externo (importação/ exportação), excluindo os produtos do segmento energético e as operações de transhipment propriamente ditas.

– Assegurar que a expansão de novas atividades económicas da Zona Industrial e Logística de Sines e da zona de atividades logísticas contribuam com mais 40% para os movimentos do porto, face à situação atual (1,27 milhões toneladas), excluindo o segmento energético.

– registar uma classificação média de 8 no índice de satisfação dos stakeholders, nos atributos de «conetividade interna», «custo/ preço» e hinterland.

Programas Operacionais

O Plano Estratégico inclui ainda oito programas operacionais que sintetizam as ações a levar a cabo, funcionando como mapa orientador:

  1. Mapeamento de Corredores e Plataformas Logísticas
  2. Atração de Carregadores Ibéricos
  3. Atração de Investidores para ZILS e ZAL
  4. Sustentabilidade Ambiental
  5. Reforço de Competência Governativas da APS 
  6. Reorganização Interna e Incentivos
  7. Digitalização da Logística Portuária
  8. Garantia de Receita e Rentabilidade

Maior abertura à comunidade

O Plano Está ainda focado numa maior abertura à comunidade externa e numa maior vocação comercial para que o porto possa penetrar mais eficazmente no interior ibérico. Requer também um esforço de investimento em capital intangível, com especial destaque para os sistemas de informação, o business intelligence e a qualificação dos recursos humanos. 

Assume também que o desenvolvimento futuro de Sines passa por uma reconfiguração das suas competências, alargando a proposta de valor e a sua esfera de intervenção, bem como um papel mais ativo na expansão do seu próprio mercado e na criação de novas oportunidades de captação de carga, traduzidas em maior volume de movimentos portuários.

Recorde que, em 2018, o contributo direto da Administração do Porto de Sines para o PIB – medido pelo VAB – ascendeu a 40 milhões de euros, a que correspondem remunerações do trabalho (10,6 milhões de euros) e do capital (27,4 milhões de euros).

Terminal Vasco da Gama

Relativamente ao concurso para a construção e concessão do futuro Terminal Vasco da Gama – cujo investimento total será de  642 M€ – encontra-se em fase de apresentação de propostas até 6 de abril de 2021.

O terminal passará assim a ter uma capacidade de movimentação anual de 3,5 milhões de TEU e um cais com um comprimento de 1.375 metros com 3 posições de acostagem simultânea dos maiores navios do mundo. Haverá ainda uma área de terrapleno de 46 hectares, 15 pórticos de cais e fundos de -17,5 m ZH.

Os trabalhos no terreno decorrerão durante três anos.