Conselho Sindical Inter-regional Alentejo/Extremadura preocupado falta de proteção social dos trabalhadores transfronteiriços

Reuniu recentemente a Comissão Executiva do Conselho Sindical Inter-regional, Alentejo/Extremadura (CSIR), que congrega as quatro confederações sindicais existentes na região, UGT e CGTP no Alentejo e CCOO e UGT na Extremadura, que debateram vários temas que preocupam estas entidades.

Nesta reunião foram analisadas as consequências da pandemia (SARS-CoV-2) e os seus efeitos no mundo laboral, mais concretamente a nível interregional (Alentejo/Extremadura), assim como na vida dos trabalhadores e das famílias.

Uma das grandes preocupações destas entidades sindicais “é o agravamento do desemprego e da precariedade e o seu impacto económico e social e com a falta de protecção social de muitos trabalhadores, associados a um já contínuo crescimento do despovoamento, marcado pela ausência de soluções efectivas de empregabilidade e/ou melhoria da qualidade do emprego, principalmente para os jovens, obrigados a migrar e mesmo a emigrar”, referem em comunicado, onde referem ainda que as organizações participantes “continuam a considerar as questões da mobilidade das regiões e transfronteiriça pertinentes e a que urge dar resposta, tendo sempre em conta a área onde se regista maior fluxo de trabalhadores, Elvas/Badajoz.”

As confederações sindicais que integram o CSIR reflectiram ainda acerca da estrutura socioeconómica semelhante em ambas as regiões, considerando-a “um espaço geográfico de grande dimensão, carente de indústria, com base em micro e pequenas empresas, às quais foram atribuídos poucos ou nenhuns apoios durante a pandemia no caso português. Um tecido económico caracterizado por empresas do sector terciário, com elevados níveis de precariedade.”

O Conselho Sindical considera ainda que há cada vez mais “a necessidade de maior protecção social a todos os trabalhadores e suas famílias, assim como aos desempregados, obrigando a um endurecer na reivindicação pelos direitos dos trabalhadores, utilizando mecanismos que se consubstanciam fundamentais, como é o diálogo social e a negociação colectiva.”

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