Crato: “Castelo tem de voltar à posse do município ou do estado”, referiu autarca ao inaugurar exposição (c/fotos)

Foi inaugurada, esta terça-feira, no Museu Municipal do Crato, a exposição temporária “Um Castelo no Crato, do mito à utopia”.

Uma exposição que procura transportar os seus visitantes numa viagem descobrir novas perspetivas de abordagem sobre as origens do Castelo, as motivações da sua construção e a forma como, uma vez arruinado, se transformou na construção utópica que hoje está à vista de todos.

O acto inaugural desta exposição contou com um número reduzido de convidados por motivos sanitários, que foram recebidos pelo Diretor do Museu Municipal do Crato, Jorge Rodrigues, que na sua introdução referiu que o objetivo “desta exposição é aproximar habitantes do concelho do Crato ao seu castelo, ajudando-os a compreender melhor a sua história e como chegou à situação em que está neste momento, sem intenção de criticar ou julgar ninguém mas sim engrandecer e dignificar a sua condição de monumento nacional”.

Joaquim Diogo, Presidente do Município do Crato, durante a inauguração enalteceu o trabalho empenhado e dedicado dos técnicos municipais na preparação da exposição e sublinhou a forma como a sua equipa durante o mandato que lidera “tem assumido aquilo que ninguém quis assumir no passado” referindo-se à posse do castelo. O Castelo do Crato cedido à Fundação Castelo do Crato desde os anos 90 do século passado, encontra-se ao abandono e em avançado estado de degradação. Joaquim Diogo afirmou de uma forma comprometida que o “castelo tem de voltar à posse do município ou do estado” de forma a devolver o património do concelho aos cratenses e a todos quantos desejam conhecer melhor o Crato.

Ana Paula Amendoeira, Diretora Regional da Cultura do Alentejo, esteve presente na abertura da exposição e reafirmou a importância da devolução do Castelo à gestão pública e à vida da Vila do Crato. A responsável da cultura no Alentejo disponibilizou-se para auxiliar o município na recuperação da Castelo e destacou que só com “trabalho, investigação e conhecimento este projeto poderá ver luz novamente”.

De referir que esta exposição está patente no Museu Municipal do Crato até ao dia 20 de Setembro.

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