Delegado do IEFP do Alentejo diz que “a transição de desemprego para a situação de ocupação, através de medidas activas de emprego ou por formação profissional, é algo que é positivo” (c/som)

Como recentemente noticiamos, o desemprego tem caído nos últimos meses no Alentejo, comparando com iguais períodos de anos anteriores.

Esta descida do desemprego é aplaudida por muitos, mas vista com algumas dúvidas por outros que afirma ser uma descida mascarada em estágios e formação profissional.

ODigital.pt foi esclarecer estas dúvidas junto do Delegado Regional do Instituto de Emprego e Formação profissional do Alentejo, Arnaldo Frade, que começou por dizer que é “uma questão que pode ter várias leituras”, esclarecendo que “pode ser mascarada se efectivamente ela acontecesse de forma a que se se reduzisse tecnicamente o desemprego não resolvendo o problema às pessoas, mas efectivamente as pessoas transitarem para formação ou medidas activas não é uma coisa ruim, bem pelo contrário.”

Arnaldo Frade deixa claro que, “é a forma de podermos, no caso da formação profissional, qualificar as pessoas através das hard skills que são as competências técnicas ou as Soft Skills que são as competências transversais como são as competências digitais, as línguas estrangeiras, segurança e higiene no trabalho, e por aí fora.”

O Delegado Regional do IEFP refere ainda que “a transição que se faz da situação de desemprego para a situação de ocupação, seja através de medidas activas de emprego seja através dessas medidas de formação profissional, é algo que é positivo para as pessoas. Só é negativo quando se trata de uma questão que não tem em acção o futuro das pessoas e pretende apenas reduzir o desemprego”, mas deixa claro que “não estou a dizer que isso aconteça ou tenha acontecido no Alentejo ou qualquer região, estou apenas a dizer que se acontecesse alguma vez com essa configuração seria mau.”