É uma feira “para mostrar que temos capacidade de produção e temos capacidade de nos evidenciar”, diz Autarca de Barrancos (c/som e fotos)

Foi inaugurada esta sexta-feira mais uma edição da ExpoBARRANCOS – Feira do Presunto e dos Enchidos que anualmente mobiliza milhares de visitantes, constituindo logo desde a sua primeira edição como um certame de qualidade e referência único na região Alentejo e no país.

O certame habitualmente aposta em três áreas de exposição, destacando as regiões de Portugal e Espanha, uma tenda multiusos para colóquios e degustação de Presunto DOP de Barrancos, dois palcos de animação e áreas de restauração.

Na cerimónia de inauguração marcaram presença o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, João Nunes, o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva, bem como outras entidades civis e militares.

ODigital.pt esteve presente e falou com o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, João Nunes, este que começou por referir que “estamos aqui a fazer hoje é evidenciar aquilo que é o nosso produto de excelência, neste caso o presunto e derivados do porco preto. No fundo o que se pretende com estas feiras é dar a conhecer a excelência dos produtos do meio rural.”

O autarca referiu ainda que estas ocasiões servem “para mostrar que temos capacidade de produção, temos capacidade de nos evidenciar, e que aqui existe um conjunto de bons produtos que em mais sítio nenhum pode acontecer. E também é um desafio pelo meio rural, ambiental rural e fixação das populações.”

Questionado se as más acessibilidades a Barrancos podem dificultar o desenvolvimento da região, João Nunes afirma que “é seguramente um entrave para o desenvolvimento de qualquer região, neste caso concreto é um constrangimento que identificámos, que não vamos deixar que continue mais 4 décadas na mesma forma. Vamos lutar de todas as formas possíveis e imaginárias para que as nossas acessibilidades constituam um factor de desenvolvimento. Não há nenhum desenvolvimento possível sem que haja acessibilidades”, concluindo que “não queremos que isto se transforme num sitio desertificado.”