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Elvas celebra feriado municipal a 14 de janeiro com homenagem histórica e foco no futuro

Elvas assinalou, esta quarta-feira, o 367.º aniversário da Batalha das Linhas de Elvas, uma das datas mais marcantes da história local e nacional, com um programa de cerimónias ao longo do feriado municipal de 14 de janeiro.

Elvas assinalou, esta quarta-feira, o 367.º aniversário da Batalha das Linhas de Elvas, uma das datas mais marcantes da história local e nacional, com um programa de cerimónias ao longo do feriado municipal de 14 de janeiro.

Entre momentos protocolares, romagens, cerimónias militares e iniciativas culturais, a autarquia sublinhou o significado da efeméride como expressão de identidade coletiva e compromisso com o futuro.

Nas palavras proferidas no âmbito das comemorações, o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, enquadrou a data como mais do que um momento simbólico do calendário municipal, afirmando que «hoje é um dia de memória, de identidade e de compromisso».

A Batalha das Linhas como referência histórica

A Batalha das Linhas de Elvas, travada em 1659, foi evocada pelo autarca como um episódio determinante para a consolidação da independência nacional, numa referência ao papel da cidade na defesa do território. «Foi aqui, nestes campos que nos rodeiam, que homens simples, mas movidos por uma coragem extraordinária, defenderam a liberdade, a independência e o futuro de um país inteiro», sublinhou.

O vice-presidente acrescentou que, naquele momento, Elvas ultrapassou a dimensão geográfica e assumiu-se como símbolo de resistência: «Há 367 anos, Elvas foi mais do que uma cidade. Foi um símbolo. Foi uma linha de resistência».

Habitação como prioridade municipal

Partindo da leitura histórica, a intervenção avançou para as prioridades atuais do concelho, com a habitação a assumir-se como eixo central da estratégia municipal. «A maior prioridade deste mandato tem um nome simples, mas um significado profundo: habitação», declarou Nuno Mocinha.

Segundo o autarca, o acesso à habitação tornou-se uma preocupação transversal em diferentes faixas etárias e realidades sociais, sendo descrito como «uma das maiores angústias das famílias, dos jovens, dos idosos, de quem trabalha e quer viver com dignidade em Elvas». Na mesma linha, deixou uma mensagem de compromisso: «ninguém deve ser afastado da sua terra por não conseguir ter uma casa».

A autarquia refere um investimento superior a 30 milhões de euros nesta área, enquadrado como o maior de sempre no concelho. «Estamos a realizar um investimento superior a 30 milhões de euros em habitação, o maior de sempre no nosso concelho», avançou o vice-presidente, indicando medidas como habitação no centro histórico, reabilitação de edifícios devolutos, novos fogos com rendas acessíveis e loteamentos nas freguesias rurais.

Mais do que uma intervenção física no edificado, o autarca enquadrou esta estratégia como um instrumento de coesão e fixação de população. «Este não é apenas um investimento em betão e paredes. É um investimento em pessoas. Em famílias e no futuro», afirmou. Na mesma linha, apontou como objetivo manter os jovens no concelho e incentivar o regresso de quem saiu: «Queremos que os nossos jovens aqui fiquem. Que regressem os que um dia foram tentar a sua sorte noutros lugares».

Economia e criação de emprego como resposta ao interior

A par da habitação, a intervenção destacou a dimensão económica como fator associado à permanência das famílias no território. «Uma cidade precisa também de trabalho e oportunidades», afirmou Nuno Mocinha, antes de apontar a ampliação da Zona Industrial de Elvas como uma das apostas estratégicas para atração de empresas e criação de postos de trabalho.

O vice-presidente reforçou que cada novo investimento é encarado como benefício coletivo: «Cada empresa que escolhe Elvas é uma vitória coletiva. Cada posto de trabalho criado é uma família com mais segurança», disse.

Defesa do Hospital de Santa Luzia e investimento na educação

No campo da saúde, o autarca apontou o Hospital de Santa Luzia como uma prioridade política e social, descrevendo-o como estrutura fundamental para a qualidade de vida no concelho. «O Hospital de Santa Luzia não é apenas um edifício — é um pilar essencial da dignidade de quem aqui vive», afirmou.

Nuno Mocinha garantiu que a autarquia se manterá ativa na defesa da unidade hospitalar, recusando o esvaziamento de serviços: «Não podemos aceitar o seu esvaziamento, a perda de especialidades ou a saída de profissionais», declarou, referindo que o município continuará «firmes, exigentes e determinados na defesa de um hospital com respostas».

A intervenção incluiu também a educação, com o vice-presidente a sublinhar projetos de intervenção em todas as escolas do concelho. «Estamos a desenvolver projetos para intervir em todas as escolas do nosso concelho, sem exceção», apontou, com foco na modernização, segurança e inclusão.

Património como identidade e oportunidade

A dimensão patrimonial foi outro dos elementos destacados, com o autarca a sublinhar que o património não é apenas memória, mas também ferramenta de desenvolvimento. «Elvas tem um património único, reconhecido pelo mundo. Um património que não é apenas passado. É identidade, é orgulho e é oportunidade», afirmou.

Entre os exemplos apresentados, foi referida a reabilitação do Aqueduto da Amoreira e a valorização de espaços históricos, num quadro de investimentos que, segundo o autarca, reforçam o turismo e a ligação entre gerações.

“A batalha de hoje” passa por decisões e união

Ao concluir, o vice-presidente retomou a ligação entre o episódio histórico de 1659 e os desafios atuais, sublinhando que «as batalhas de hoje são diferentes» e que «não se travam com armas, mas com decisões». Para o autarca, trata-se de uma exigência contínua de visão e trabalho coletivo, numa cidade que procura manter a sua identidade e responder às dificuldades do interior.

De seguida, fique com as imagens da cecrimónia militar, na Praça da República.

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