Em Beja debateu-se o empreendedorismo, emprego e a realidade territorial (c/som e fotos)

Na passada quarta-feira, 30 de Outubro, o auditório da EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva recebeu o I Encontro da Plataforma Supraconcelhia do Baixo Alentejo, subordinado ao tema “Empreendedorismo e Emprego – a realidade territorial.

Com a realização deste encontro pretendeu-se promover o debate e reflexão sobre a importância do empreendedorismo no desenvolvimento de competências para a inclusão social e promoção do desenvolvimento social e comunitário.

Foi uma tarde onde se derem exemplos de empreendedorismo e de inovação bem como onde o IEFP deu a conhecer a realidade territorial e os programas disponíveis para formação.

Na sessão de abertura estiveram presentes João Martins, Director do Gabinete de Desenvolvimento e Responsabilidade Social da EDIA, Sérgio Fernandes, Diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Beja, Arnaldo Frade, Delegado Regional do IEFP, Filipe Pombeiro, Presidente do NERBE e Paulo Arsénio, Presidente da Câmara Municipal de Beja.

De salientar que no final deste encontro o IEFP entregou dezenas de certificados a pessoas que concluíram a sua formação profissional no Centro de Formação de Beja, nas mais diversas áreas.

Nesta sessão, João Martins, da EDIA, referiu que esta região “é um território de oportunidades, há uma mudança de paradigma muito grande”, convidando “a visitar as empresas que estão instaladas no território”, acrescentando que a EDIA mapeia actualmente “investimentos de mais de 15 países diferentes no nosso território, o que significa que observam aqui muitas oportunidades.” João Martins salientou ainda que este “é um território cheio de oportunidades e a qualificação é muito importante, porque há muitos investidores a quererem investir no nosso território e perguntam por pessoas qualificadas.”

Por sua vez, Sérgio Fernandes, Director do Centro Distrital de Segurança Social de Beja, começou por dizer que com neste encontro “pretendemos abordar o papel do empreendedorismo na promoção do desenvolvimento social e olhar para as oportunidades da economia regional, programas de apoio, estratégias de incentivo ao empreendedorismo através da divulgação de boas práticas.” O responsável, pela Segurança Social do distrito de Beja, salientou ainda que deverá haver “uma reflexão perspetiva sobre as questões gerais do empreendedorismo emprego e oferta formativa, ao nível da promoção do desenvolvimento e inclusão social num contexto regional determinado por condicionantes e oportunidades especificas e que são bem nossas conhecidas.”

Sérgio Fernandes, destacou ainda que “o empreendedorismo e a inovação coexistem paredes meias, que ambos comportam riscos, mas também com a firme certa que a garantia de sucesso é diretamente proporcional à vontade e capacidade de corrermos riscos e inovarmos.”

Arnaldo Frade, Delegado Regional do IEFP deu a conhecer que “em 2013 na nossa região tínhamos 29 mil desempregados e seis anos depois temos 14.200 desempregados, no final do mês de setembro, uma redução na ordem dos 50%. Nesta sub-região temos hoje 4400 desempregados, que é o número mais baixo desde que há registos.”

O Delegado Regional do IEFP referiu ainda que “hoje temos uma realidade em que muitas empresas querem investir na região e o que nos falta é pessoas para dar resposta a isto. Nós embora tenhamos o numero de 14 mil na região Alentejo, já envolvemos 14 mil pessoas em formação profissional desde o inicio do ano, sendo que aqui em Beja já foram envolvidas mais de 3700 pessoas e de toda a formação que foi feita, em toda a região mais de 3 mil pessoas frequentam acções de formação de dupla certificação e aqui em Beja cerca de mil pessoas já foram envolvidas em acções de formação de dupla  certificação. Mesmo assim a realidade que temos é dos 4.400 desempregados, 69% não têm o 12º ano.”

Já o Presidente do NERBE, Filipe Pombeiro, referiu que “o problema hoje é que queremos empregar, temos condições para o fazer e não temos pessoas a quem contratar, é um bom programa para o Centro de Emprego, é um mau problema para as empresas, nós neste momento não conseguimos contratar quadros qualificados nem pessoas indiferenciadas para os trabalhos menos qualificados.”

Filipe Pombeiro deixou ainda que que “temos uma revolução a acontecer, que como sabem tem a ver com a instrução da inteligência artificial que está a acontecer e está estudado que com a introdução desta nova tecnologia e a digitalização das empresas, estima-se que que em 2030, 25% dos postos de trabalho que existem hoje seja substituídos por máquinas.”

Por fim falou o Presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, que destacou que é preciso “encontramos soluções, às vezes fazermos um pouco de histórico é importante, porque é importante sabermos e termos a noção que nós partimos de uma solução muito frágil do ponto de vista demográfico.”