Entidades portuguesas e espanholas organizam evento sobre as potencialidades do Hidrogénio para a região

No seguimento da Jornada do Hidrogénio, a ADRAL emitiu um comunicado relembrando que “há cerca de meio século que a comunidade técnico-científica procura afirmar o hidrogénio como fonte de energia, nomeadamente no domínio dos combustíveis, substituindo os tradicionalmente utilizados, de origem fóssil, com os inerentes impactos positivos sobre o clima e o ambiente, em geral”.

Explica que “ao longo deste tempo, o progresso na investigação, experimentação e divulgação da utilização do hidrogénio enquanto fonte de energia, foi notável. As inúmeras experiências, projectos-piloto e eventos e estudos científicos estão aí para o comprovar que é preciso fazer qualquer coisa, depressa e bem para salvar o planeta, a “nossa casa comum” da previsível catástrofe ambiental que se anuncia quase quotidianamente, sob as mais variadas formas”.

E saúda o facto do “Conselho de Ministros acaba de aprovar a “Estratégia Nacional para o Hidrogénio” (EN-H2), que está agora em fase de consulta pública, e que “visa promover a introdução gradual do hidrogénio, enquanto pilar sustentável e integrado, numa estratégia mais abrangente de transição para uma economia descarbonizada”, como se lê na Nota de Imprensa publicada pelo governo a esse propósito”.

A nível da União Europeia, evoque-se o Pacto Ecológico Europeu – conhecido sobretudo como Green Deal – principal orientação política da atual presidente da Comissão Europeia, que pode oferecer-nos as oportunidades, complementadas com as Parcerias criadas e financiadas no âmbito do Horizon Europe Work Programme, já a partir de 2021. Neste momento, decorre nas diferentes instituições europeias um movimento muito dinâmico de procura de soluções, medidas e políticas para o hidrogénio enquanto energia do futuro, tendo como horizonte o ano de 2050. Neste contexto internacional, a questão da neutralidade carbónica assume especial relevância nas políticas regionais e o hidrogénio está agora no centro do debate, enquanto vetor de inovação sócio-económico, no que respeita à produção, distribuição e utilização, assumindo-se como um eixo essencial na estratégia regional de combate às alterações climáticas”, remata o comunicado.

 

Assim, à escala supra-regional, a iniciativa Corredor Sudoeste Ibérico, lançada em 2018 e que a ADRAL e a CCDR Alentejo têm apoiado, pode ser a oportunidade por que aqui no Alentejo, pelo que se aguarda uma “parceria com os nossos vizinhos da Extremadura, sermos capazes de impulsionar a adoção de iniciativas e/ou projetos direcionados para a utilização do hidrogénio como combustível, seja no transporte rodoviário (autocarros urbanos, táxis, …), seja no transporte ferroviário – linhas suburbanas, seja ainda nos barcos de recreio (Rio Guadiana, albufeira de Alqueva, por exemplo).”

Neste sentido, está a ser preparado, para setembro um evento transfronteiriço, em Badajoz, intitulado de “El Hidrógeno como Vector de Desarrollo Socioeconómico del Sudoeste Ibérico”.

A Jornada, que deverá ocorrer já em sessões especializadas a partir de 16 de Junho, sob a forma de webinário, pretende “constituir uma primeira abordagem ao tema e promover o potencial e as possibilidades que as tecnologias, na perspetiva da produção, distribuição, armazenagem e utilização do hidrogénio representam para o Sudoeste Ibérico”, como se lê no sítio web da Jornada (https://www.carex.es/jornadas-h2/es/inicio) e onde os interessados se poderão inscrever.

Na equipa de parceiros portugueses, a ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo lidera a organização da Jornada que conta ainda com a participação da CCDR Alentejo e do Instituto Politécnico de Portalegre.

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