“Esta candidatura em rede tem hoje um reforço na capacidade de vingar do que se fossemos sós”, diz autarca de Marvão sobre a candidatura a Património Mundial (c/som)

Como ODigital.pt noticiou, celebrou-se, no passado dia 24 de Janeiro, o Dia da Restauração do Concelho de Marvão.

Na cerimónia que celebrou o 122º aniversário da restauração, foi apresentada a Candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia a Património da Humanidade e a respectiva Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia, tendo estado presente para além do Autarca de Marvão, Luís Vitorino, Margarida Alçada (Coordenadora da Candidatura), a Ana Paula Amendoeira (Directora Regional de Cultura do Alentejo), bem como os representantes dos Municípios de Almeida, Elvas e Valença, parceiros na elaboração do dossier de candidatura a Património Mundial da UNESCO.

ODigital.pt falou com o Presidente da Câmara Municipal de Marvão, Luís Vitorino, que começou por nos dizer que “chegou ao fim, entregou-se o dossier, em Setembro segue para Paris para a UNESCO”, acrescentando que esta candidatura é “importante porque temos de nos afirmar e receber um Património Mundial para o interior do país, numa altura em que se fala tanto do interior e de aí se alavancar projectos, aqui está uma oportunidade para que o estado central dê uma ajuda e torne realidade, esta candidatura das Fortalezas Abalurtadas e que Marvão possa ser património mundial, em conjunto com Valença, Almeida e Elvas.”

O autarca explica que a aprovação desta candidatura “vai criar mais economia, vai trazer mais visitantes, são mais euros a entrar em Marvão e nestes patrimónios. Marvão tem hoje uma panóplia de empreendimentos turísticos com qualidade, a oferta hoteleira está requalificada, há hoje uma vontade dos empresários e nós temos de os acarinhar. Esta candidatura a ser aprovada era a cereja no topo do bolo.”

Sobre o facto de esta ser uma candidatura conjunta de 4 municípios, Luís Vitorino refere que “esta candidatura em rede tem hoje um reforço na capacidade de vingar do que se fossemos sós. Esta fronteira histórica que é a fronteira da Raia, a mais antiga ou longa do mundo, que está estável há muitos anos, tem todo o sentido na nossa identidade e defesa militar, que sejam vendidos e candidatados em conjunto, temos esse potencial e força em maior força para o território. E foi nesse sentido que o anterior executivo o desenvolveu, e bem, e estamos aqui hoje a apresentar a candidatura que já foi entregue no mês passado na UNESCO.”

Sobre o facto de ter sido referido na cerimónia que esta candidatura ainda estava aberta à adesão de outros municípios, o edil marvanense adianta que “tanto de um lado como de outro da fronteira há vontades em entrar numa segunda fase da candidatura. Castelo de Vide já mostrou alguma vontade, Valência de Alcântara também já se mostrou interessada, estamos a falar de dois exemplos que fazem todo o sentido, porque são continuidade do território. É muito importante o trabalho em rede.”

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