Estremoz: Comandante do Regimento de Cavalaria 3 diz que os grandes desafios da unidade são o seu encargo operacional e o aprontamento do seu encargo operacional (c/som e fotos)

O Regimento de Cavalaria 3 (RC3), de Estremoz, no distrito de Évora, celebrou esta quinta-feira (19 de Setembro) 312 anos de existência, sendo a unidade mais antiga do Exército em actividade.

A cerimónia militar comemorativa do dia Regimento e da participação na batalha de Fuente de Cantos, da Guerra Peninsular, que deu origem ao dia da unidade, decorreu na manhã desta quinta-feira e foi presidida pelo Inspetor-Geral do Exército (IGE), Major-General Luís Nunes da Fonseca, tendo ainda proferido algumas palavras o Comandante Jorge Pedro. Presentes nesta cerimónia estiveram várias entidades civis e militares.

Em declarações à imprensa, o Comandante do Regimento, Jorge Pedro, começou por afirmar que “actualmente estamos com a moral elevada, é o que poderei dizer”, salientando que “hoje é um dia de festa para nós, portanto a motivação existe aqui no regimento. Os militares estão muito motivados, diria, apesar de as condições não serem as ideais, mas na nossa vida nunca atingimos as condições ideais. Como disse no discurso, é para mim um orgulho ser o comandante destes homens e destas mulheres, que estiveram aqui à vossa frente.”

Questionado sobre os grandes desafios no futuro para o RC3, o Comandante refere que “os grandes desafios são essencialmente o seu encargo operacional, o aprontamento do seu encargo operacional. É uma peça única que existe no exército português, em Portugal, portanto é o desenvolvimento dessas capacidades. Passa nesta fase pela aquisição de equipamentos, porque esta unidade é nova, não existia, é preciso serem adquiridos equipamentos, já está a ser feita essa aquisição. Portanto passa por essa aquisição e pela aquisição de conhecimento e Know-How por parte dos militares para utilizar esses equipamentos e assim tornarem-se numa capacidade nova do exército.”

Jorge Pedro concluiu dizendo que “neste momento esta necessidade de capacidade de que estamos a falar é essencialmente de graduados, portanto oficiais e sargentos, e nesse aspecto o regimento não se pode queixar muito. Neste momento temos algum constrangimento na classe de praças, portanto soldados e cabos, e temos algum constrangimento mas para a capacidade desta componente ligada ao levantamento das informações é mais a nível de graduados. E como tal o que temos aqui é suficientemente para esse levantamento.”

Já o Inspector-Geral do Exército (IGE), Major-General Luís Nunes da Fonseca, também em declarações à imprensa afirma que “o Regimento de Cavalaria 3 é um regimento que tem uma participação muito activa aqui na região do Alentejo. O regimento é responsável pelo apoio a 22 municípios, apesar da exigibilidade pessoal, como eu disse no discurso, eles transcendem-se e cumprem diariamente as missões com o máximo de empenho e valor. Portanto é um regimento que está muito acarinhado pela população, é um regimento em que os militares e civis que aqui servem têm gosto em ser úteis à população, e cumprem também as suas missões de âmbito operacional.”

O Major Nunes da Fonseca refere ainda sobre o RC3 que “posso atestar as inúmeras provas que eles têm dado no âmbito do aprontamento e da prontidão de forças. São poucos mas são bons, de qualidade.”

Já sobre a manutenção deste regimento em Estremoz, Nunes da Fonseca salienta que “não há nenhum plano para fazer sair daqui este regimento. É importante, é uma peça  fundamental no dispositivo do exército e vai manter-se aqui, tanto quanto sei.”