“Estremoz está no centro da cultura”, diz Autarca de Estremoz na inauguração de três exposições de Arte Contemporânea (c/som e fotos)

Foram inauguradas esta quinta-feira, 25 de Abril, três exposições de arte contemporânea na cidade de Estremoz.

A primeira exposição a ser inaugurada foi no Museu Municipal professor Joaquim Vermelho, seguindo-se depois outra exposição na Galeria Municipal D. Dinis, terminando esta série de inaugurações no Palácio dos Marqueses de Praia e Monforte, onde foi inaugurado um polo da Bienal de Gaia.

ODigital.pt esteve presente nestas inaugurações e falou com o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, que começou por dizer que “Estremoz está no centro da cultura neste momento, tem de facto aqui obras fabulosas com artistas de renome, e naturalmente invocando o 25 de Abril, uma data histórica, data emblemática e que todos reconhecemos que nos trouxe um conjunto de direitos que estavam cortados antes de 1974. Portanto invocar o 25 de Abril não deve ser apenas quando faz anos, acho que o 25 de Abril deve ser invocado todos os dias, porque mais que não fosse, só pela liberdade já teria valido a pena.”

O autarca refere também que “hoje em dia a cultura e a arte definem a grandeza dos povos. Eu acho que Portugal, e Estremoz em particular, tem grandes capacidades para desenvolver ainda mais do que existe actualmente locais de desenvolvimento artístico, e não é por acaso que somos procurados actualmente por gente, portugueses e não só, que se querem fixar em Estremoz para desenvolvimento dessa grande actividade.”

Francisco Ramos adiantou-nos ainda que a cultura está em crescimento no concelho, salientando que “Joe Berardo está a apostar forte em Estremoz ao nível museológico, portanto está a terminar a recuperação de um palácio emblemático em Estremoz para fazer do Museu do Azulejo um dos melhores da Europa, já adquiriu um outro espaço de grandes dimensões para construir um museu de arte africana, é expectável que possa ainda vir a adquirir mais espaços de cariz museológico ali na Herdade das Carvalhas, onde pretende ao nível da arte desenvolver um projecto dessa natureza.”

Falamos ainda com Carlos Godinho, curador das três exposições, que referenciou que “além do pólo da bienal em Estremoz, tentámos fazer algo inédito sobre o país, abrir no mesmo dia e quase à mesma hora três espaços de galeria com arte contemporânea diversificada, desde uma representação através de uma galeria de referência nacional e internacional, depois passando por uma exposição temática sobre o 25 de Abril e sobre os seus 45 anos e terminando com o polo de Estremoz da Bienal de Gaia”, acrescentando que “é um momento de arte contemporânea onde se pode ver desde a instalação à cerâmica, a pintura, a fotografia, portanto uma forma muito diversificada tanto na temática como na abordagem relativamente aos materiais, e acho que é fundamental abrirmos o Alentejo às artes porque Estremoz é terra de artistas, desde Tomás Alcaide, nós somos terra de artistas e queremos dar a conhecer mais e melhor essa parte, e é fundamental sermos capazes de fazer isso. Estamos abertos ao mundo.”