Estudo da ANACOM revela que é a Vodafone que tem melhor qualidade de rede no Alentejo

A ANACOM realizou em 2019 um estudo de avaliação do desempenho de serviços móveis de voz e dados, e da cobertura GSM (Global System for Mobile communications – Sistema de Comunicações Móveis de segunda geração – 2G), UMTS (Universal Mobile Telecommunications System – Sistema de Comunicações Móveis de terceira geração – 3G) e LTE (Long Term Evolution – Sistema de Comunicações Móveis de quarta geração – 4G) disponibilizados pela MEO, NOS e Vodafone na região Alentejo (NUTS II), a qual abarca, integralmente, os distritos de Portalegre, Évora e Beja, bem como parte dos distritos de Santarém e Setúbal, num total de 58 municípios, abrangendo 31,6 mil Km2, ou seja 34% da superfície terrestre do país.

De acordo com este estudo da ANACOM, na análise dos resultados associados a cada operador e das respectivas diferenças, um melhor desempenho da Vodafone nas tecnologias rádio UMTS e LTE.

Este estudo diz ainda que que as medições efectuadas para aferir a cobertura rádio registaram, na maior parte dos casos, níveis de sinal de “muito boa” ou “boa” qualidade, mas também outros abaixo dos parâmetros adequados, nomeadamente em LTE, incluindo alguns níveis significativos de cobertura “inexistente”, em zonas predominantemente rurais.

Pode ainda constatar-se que, os serviços de voz e de transferência de ficheiros registaram bons desempenhos globais, sendo mais visíveis diferenças entre os operadores e entre as tipologias de áreas urbanas ao nível da velocidade de download e de upload. Captou-se, porém, uma elevada variabilidade, com registos máximos acima de 100 Mbps e de 50 Mbps, respectivamente para download e upload, e mínimos de cerca de 0,004 Mbps, que dificultam ou impossibilitam a transmissão de dados em condições adequadas.

Os serviços de navegação na Internet e youtube video streaming, e também a latência de transmissão de dados, apresentaram desempenhos consideravelmente inferiores, face aos restantes indicadores objecto de análise. Estes indicadores exibem igualmente, na maioria dos casos, diferenças significativas entre prestadores e entre tipologias de áreas urbanas.

Este estudo baseia-se em testes realizados de acordo com a nova metodologia aprovada pela ANACOM, em 2017, após consulta ao mercado. As medições são efectuadas de forma sistemática, com procedimentos padronizados e sem intervenção ou decisão humana, e em igualdade de condições para os vários operadores, permitindo a análise objectiva e comparativa dos desempenhos. Na abordagem amostral seguida, considera-se como universo o conjunto de comunicações móveis realizadas no território continental, sendo a chamada de voz móvel e a sessão de dados móveis as unidades estatísticas consideradas. A amostra tem por base dois níveis de estratificação. O primeiro separa o território continental em NUTS II, seguindo-se uma desagregação por NUTS III. O estudo agora divulgado diz respeito aos resultados obtidos a partir da amostra relativa à Região Alentejo (NUTS II).

O trabalho de campo relativo a este primeiro estudo decorreu entre os dias 7 e 28 de maio de 2019, tendo sido realizada 891 chamadas de voz, 5 853 sessões de dados e 550 597 medições de sinal rádio, correspondendo a aproximadamente 297 chamadas de voz, 325 sessões de dados e 61 200 medições de sinal rádio, por indicador e operador. Foram percorridos 3 539 quilómetros, dos quais 342 em testes.

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