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Évora e Beja entre os distritos com maior quebra na criação de empresas até maio de 2026

Évora e Beja registaram algumas das maiores quedas na criação de empresas em Portugal até maio de 2026, segundo dados da Iberinform.

Os distritos de Évora e Beja registaram algumas das maiores reduções na constituição de novas empresas em Portugal nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados divulgados pela Iberinform. Enquanto Évora apresentou uma quebra homóloga de 23%, Beja registou uma diminuição de 13%, integrando o grupo dos distritos com os recuos mais expressivos do país.

Os dados surgem num contexto nacional marcado por uma desaceleração na criação de empresas. Em maio de 2026 foram constituídas 3.684 novas sociedades, menos 24% do que no mesmo mês de 2025. Em termos acumulados, entre janeiro e maio, foram criadas 23.854 empresas, o que representa uma diminuição de 4,1% face ao período homólogo.

Alentejo acompanha tendência nacional

A análise da Iberinform mostra que o Alentejo acompanha a tendência de abrandamento da atividade empresarial observada a nível nacional. Évora surge como o distrito com a maior redução entre os territórios do continente identificados no estudo, registando uma descida de 23% na constituição de novas empresas. Beja aparece igualmente entre os distritos com maiores variações negativas, com uma quebra de 13%.

Entre os restantes distritos do país com reduções significativas destacam-se ainda a Guarda (-21%), Viana do Castelo (-13%) e Ponta Delgada (-12%).

Insolvências diminuem em Portugal

Apesar da quebra na criação de empresas, os dados relativos às insolvências apresentam uma evolução distinta. Em maio de 2026 foram declaradas insolventes 165 empresas, menos 16% do que no mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o número de insolvências declaradas registou uma redução de 15%.

A Iberinform refere ainda que as insolvências apresentadas pelas próprias empresas diminuíram 29%, enquanto os processos requeridos por terceiros recuaram 5,6%.

Agricultura entre os setores com maiores recuos

Entre os setores de atividade, a Agricultura, Caça e Pesca registou uma das maiores reduções na constituição de empresas, com uma quebra de 33% até maio de 2026. Trata-se de um setor com relevância económica para o Alentejo, região onde a atividade agrícola assume um peso significativo.

No conjunto da economia nacional, apenas a Indústria Extrativa (+36%) e a Construção e Obras Públicas (+7,1%) apresentaram crescimento na criação de empresas durante os primeiros cinco meses do ano.

Os dados foram divulgados pela Iberinform, empresa especializada em informação empresarial e análise de risco, no relatório referente à evolução das insolvências e constituição de empresas em Portugal até maio de 2026.

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