Exportação de pedra natural aumentou 10,5% em 2018

Em 2018 registou-se um aumento de 10,5% na exportação de pedra natural, em Portugal, tendo as vendas ao exterior registado 378 milhões de euros.

De acordo com Miguel Goulão, presidente da associação do setor, “durante 2018 conhecemos o nosso maior volume em termos de negócios nas exportações desde que há registos em Portugal, e isto significa que o crescimento está sobretudo relacionado com o aumento de valor nos mercados em que acrescentamos posição. Há uma inversão da exportação do material em bruto para uma tendência para o material transformado”, em declarações à Lusa o líder da Associação Portuguesa dos Industriais dos Mármores, Granitos e Ramos Afins (Assimagra).

“Há quatro anos tínhamos a China como principal mercado”, pelo que “o sector exportava sobretudo bloco”. Agora, é França o principal mercado, com um crescimento superior a 5%, sendo que este país “consome sobretudo produto acabado”. O sector perdeu vendas nos países produtores de petróleo, por outro lado, “sobretudo no sector dos mármores”, revela Miguel Goulão.

“Os períodos de procura são muitas vezes cíclicos e julgo que não tem a ver com o preço do petróleo”, referiu o responsável. Nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a tendência também foi de queda. O mercado espanhol, por sua vez, que já ocupou a sétima posição no ‘ranking’ das exportações portuguesas, está agora em terceiro lugar, com destaque, segundo o presidente da associação, para a área dos granitos. O sector já está a sofrer com o efeito do ‘Brexit’, tendo o mercado do Reino Unido caído “6,43%, ou seja, 1,5 milhões de euros”, disse sobre a queda registada para com os países produtores de petróleo.

“Hoje o sector consegue estar nos principais projectos mundiais, disputá-los e vencê-los”, adiantou Miguel Goulão. A Assimagra conta com 260 associados, na maioria PME (Pequenas e Médias Empresas), gerando a maior uma facturação de 21 milhões de euros. O valor do sector em 2017 (últimos dados conhecidos) ascendia a 1,2 mil milhões de euros, de acordo com Miguel Goulão.