Jorge Serafim, humorista e contador de histórias natural de Beja, foi o apresentador da gala de abertura da Cidade do Vinho 2025, em Borba, no passado sábado.
Aos jornalistas, o humorista comentou a relação entre o humor o vinho, ponto fulcral daquele dia, onde brincou, referindo que «a partir do terceiro copo, a inspiração vem sempre».
Sendo «sempre uma inspiração», Jorge Serafim destacou que não é só humor que é possível fazer depois de uma taça de vinho, já que «sei muitos contos populares onde o vinho é um elemento simbólico muito preponderante».
«Há muita poesia, desde os tempos imemoriais dos árabes, em que o vinho é um elemento incrível como inspiração», acrescentou.
Para além deste papel da bebida com a cultura, o contador de histórias realçou que «o vinho é a relação do homem com a terra», pois «é o resultado de um trabalho diário com a natureza para tirar o melhor dela».
«Bebemos da garrafa, mas está ali o resultado de um trabalho árduo, de uma interpretação da natureza, de uma troca de conhecimentos e de uma passagem de saberes para que um produto saia refinado, com uma imagem extremamente bonita e apelativa», vincou ainda.
Em relação ao evento, o humorista frisou que «é um gosto estar aqui» e que é «muito bonito e incrível» encontrar «estes municípios da Serra d’Ossa associados para promover um produto que é um grande valor para todo o Portugal».
«É maravilhoso ver aqui uma quantidade de entidades políticas, culturais, pessoas, enólogos, empresários a unir-se para promover a região», adicionou.
Comentou também as «encantadoras» características da Serra d’Ossa, uma vez que «aqui há castas que se dão e que fazem vinhos com particularidades muito próprias».
«As pessoas quando veem ao Alentejo, não sabem o que é a especificidade desta dimensão de território», atirou ainda.
Voltando às “notas” de humor, Jorge Serafim afirmou que «aquela gente do Terreiro do Paço acha que da ponte 25 de Abril para baixo é Marrocos e de Sacavém para cima já é Galiza».
Contudo, de uma forma mais séria, reforçou que destacou que «se não formos nós, as pessoas, a puxar pela região, nunca será Lisboa ou o poder central».
Veja aqui a reportagem fotográfica da gala de abertura.

















