Moura recebeu conferência do Melhor Alentejo que abordou “uma verdadeira estratégia que ajude a região a ter aquele patamar de desenvolvimento”, disse o autarca (c/som)

O Movimento de Cidadania Melhor Alentejo promoveu no passado dia 10 de Maio, uma conferência em que foram debatidos vários temas, como “A Água: um problema ou uma oportunidade?”, “A olivicultura e o azeite no Alentejo” e as “As infraestruturas no Alentejo”.

Uma conferência muito participada que contou com a presença do Presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, o Porta-voz do Melhor Alentejo, Manuel Valadas, bem como Filipe Duarte Santos, Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, Maria de Fátima Nunes de Carvalho, Investigadora do Instituto Politécnico de Beja, João Manuel da Silva Costa, Administrador Executivo da AgdA – Águas Públicas do Alentejo, François Raoul Vez, Administrador da Herdade dos Barretos, Gonçalo Morais Tristão, Presidente do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, João Cortez de Lobão, Sócio-Gerente da Herdade Maria da Guarda,

José Manuel Garcia Duarte, Presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, Manuel Bio, Presidente da Cooperativa Agrícola de Granja Amareleja, Élio Bernardino, Mestre em Engenharia de Estruturas, tendo sido Renato Carrasquinho o moderador dos debates.

ODigital.pt esteve presente e falou com o Presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, que começou por dizer que estas temáticas “dizem muito respeito ao concelho e à região”, acrescentando que “há muito trabalho por fazer nesta fase, vem aí um novo ciclo de fundos, é importante que a região se organize e perceba qual o caminho que quer seguir.”

Sobre a conferência, o autarca refere que “vem uma vez mais em boa hora, na medida em que colocou na mesma mesa, dos diferentes painéis, um conjunto de empresários, instituições e organismos que podem contribuir para essa discussão, podem até trazer uma nova visão do que poderá ser a nossa região no novo ciclo de fundos”, referenciando também que “acima de tudo colocar em cima da mesa uma verdadeira estratégia que ajude a região a ter aquele patamar de desenvolvimento que todos nós desejamos. Portanto, a Câmara Municipal não fez mais do que a sua obrigação que é deixar que as instituições e movimentos de cidadania, o movimento Melhor Alentejo é um movimento de cidadania, possam reflectir e contribuir no território de Moura, para que façamos essa reflexão em família porque o Alentejo é de facto uma família.”

Álvaro Azedo salienta também que “é importante que a região perceba que os primeiros interessados e os primeiros players no desenvolvimento da região temos de ser nós, os Alentejanos, é importante que tenhamos uma estratégia bem delineada, em comum, que possamos guiar a região para o nível de desenvolvimento que todos nós desejamos.”

Questionado se a população, as várias entidades, o poder local e o poder central estão sensibilizados o suficiente para o desenvolvimento da região, o autarca respondeu que “sim, mas continuamos a desconfiar todos um bocadinho uns dos outros, essa é a imagem que eu tenho.”

Neste aspecto o autarca refere que “aqui em Moura estamos a fazer em vários sectores um trabalho com organismos do estado, país vizinho, cooperativas, um conjunto de instituições no sentido de mostrarmos resultados trabalhando em conjunto e mostrando que ninguém é dono de verdades absolutas. Somos todos donos dos nossos contributos e podemos contribuir todos para que nos diversos sectores da vida em comum consigamos conjuntamente ter essa estratégia, essa visão, e acima de tudo termos esses contributos para que Lisboa perceba que de facto os Alentejanos querem seguir um caminho, sabem que caminho querem seguir e podem ser de facto donos do seu próprio destino.”