“Não é a estratégia da Entidade Regional de Turismo, mas sim a estratégia do Turismo do Alentejo e Ribatejo”, que está a ser debatida nas sessões, diz Ceia da Silva (c/som e fotos)

A Turismo do Alentejo / Ribatejo realizou, esta semana, um conjunto de reuniões descentralizadas pelo território com o intuito de rever, debater e preparar as principais linhas estratégicas e os vectores de intervenção para o desenvolvimento do sector, no horizonte 2021 – 2027.

No decorrer das sessões públicas – destinadas aos líderes ou representantes das autarquias, empresários, promotores turísticos e a todas as instituições envolvidas na actividade turística -, vão ser apresentados os propósitos e a metodologia de trabalho que está a ser desenvolvida pela consultora Ernst & Young S.A, assim como registados os contributos dos vários players.

ODigital.pt acompanhou uma dessas sessões, nomeadamente em Portalegre, onde no discurso de abertura António Ceia da Silva, Presidente da Turismo Alentejo e Ribatejo lamentou o facto de Turismo não ser ouvido por parte das entidades competentes, na construção da estratégia para os próximos anos, nomeadamente nas questões das acessibilidades, planos de ordenamento, entre outras questões.

Já em declarações ao ODigital.pt, António Ceia da Silva começou por explicar o objectivo destas sessões descentralizadas, dizendo que “nós somos uns defensores do planeamento, eu pessoalmente defendo muito a estratégia definida a médio prazo”, acrescentando que “sempre o fizemos, fizemos em 2008, 2014, voltamos a fazer… Defendemos que esta estratégia integrada deve ser vista também numa perspectiva de ter pacotes financeiros susceptíveis de financiamento, e portanto é sempre associada aos períodos dos quadros comunitários, 2021 e 2027.”

O Presidente da Entidade Regional de Turismo salienta que “é muito importante ouvir os agentes, aliás, esta estratégia não é a estratégia da Entidade Regional de Turismo mas sim a estratégia do Turismo do Alentejo e Ribatejo. Portanto queremos ouvir empresários, autarquias, agentes, instituições, no sentido de recolher contributos que possam ajudar a definir as estratégias para os próximos anos. Portanto é isso que temos estado a fazer nestas manhãs, hoje é a quarta, fazemos cinco reuniões nas cinco sub-regiões, é de facto desgastante, mas é importante no sentido de auscultar todos os agentes, é um primeiro passo.”

Na primeira fase ouvimos os contributos, depois será definida a estratégia e depois teremos aqui os passos para os próximos anos em termos de, posteriormente, a própria empresa terá reuniões bilaterais, com diversos agentes e empresas, e acabaremos no final por apresentar a estratégia que estará concluída em Maio, depois de muita discussão e muito debate, para depois mais uma vez ouvirmos os agentes e ver se concordam ou não e que alterações querem propor. Digamos portanto que é uma linha de intervenção muito debatida, muito participada e queremos que todos possam contribuir para essa estratégia global para o Turismo do Alentejo e Ribatejo”, esclarece Ceia da Silva.

Sobre se a linha estratégica a definir poderá ser igual à traçada até aqui, o Presidente da Entidade Regional de Turismo diz que “não, há novos mercados, há novos segmentos de mercados, há um novo perfil de turista, isto mudou muito em dez anos e portanto temos de ver como vamos intervir nos próximos dez anos para sabermos como vamos continuar a intervir e continuar a ter as dinâmicas que o Alentejo tem tido, temos mais camas, e portanto as respostas a dar serão certamente distintas  e é isso que iremos aqui encontrar ao longo destes debates e destas discussões e das reflexões que encontramos durante estes meses para podermos encontrar uma linha de intervenção global que seja a melhor para o território.”

Questionamos sobre como tem sido a participação dos agentes turísticos nestas sessões, Ceia da Silva refere que “tem sido muito interessante e muito diversas. Não vou aqui especificar, mas desde análise aos mercados por parte dos empresários, as perspectivas, o que deve ser feito em termos de internacionalização, muitas matérias, eu diria que tem sido muito vasta e ampla a discussão.”