Nos 5 anos da elevação a Património da Humanidade, autarca de Serpa apela ao Ministério da Cultura apoios mais directos ao Cante Alentejano (c/fotos)

O Cineteatro Municipal de Serpa recebeu, esta quarta-feira (27 de Novembro), a cerimónia oficial da comemoração do 5.º aniversário da Inscrição do Cante Alentejano na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO.

Nesta cerimónia marcaram presença Rita Jerónimo, Técnica Especialista do Ministério da Cultura, João Proença, Director da Casa do Alentejo, Armando Torrão, da Confraria do Cante, Ana Paula Amendoeira, Directora Regional de Cultura do Alentejo, António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e também o Presidente da Câmara Municipal de Serpa, Tomé Pires.

Nesta cerimónia procedeu-se à entrega de medalhas comemorativas aos grupos corais signatários da candidatura do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO, seguindo-se depois espectáculo de Cante Alentejano com a participação de grupos corais do concelho de Serpa, tendo ainda participado o pianista Ariel Rodriguez.

Das intervenções que foram feitas, destaque para o Presidente da Câmara Municipal de Serpa, Tomé Pires, que referiu que este processo de classificação “não foi fácil e mesmo assim conseguimos esta boa classificação”, acrescentando que “antes da candidatura muita gente trabalhou para que um dia fosse possível fazer e esse trabalho, teve a ver com as várias entidades que sempre apoiaram o cante e sabemos que o Cante existe como está hoje porque tem havido apoio de algumas entidades, nomeadamente dos Municípios que estão juntos dos Grupos Corais.”

O autarca referiu ainda que “além dos municípios também outras entidades têm colaborado, mas tem havido alguma colaboração, mas entendemos que deveria haver um pouco mais de apoio para que este bem material possa continuar a ter futuro e para que isso aconteça, queremos alertar e fazer o apelo a que todas as entidades competentes nestas matérias dessem de facto ainda um maior apoio para que seja possível manter este bem”, o edil deixa também um apelo ao “Ministério da Cultura para que num futuro mais próximo possa de uma forma mais directa lançar algum tipo de apoio para estes patrimónios.”

Por sua vez António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, disse que o Cante Alentejo é “um dos factores principais da nossa agenda para este território e também com relevo para as dinâmicas culturais e turísticas”, acrescentando que é uma “questão da identidade, porque vir ao Alentejo é sentir o Alentejo e se há um bem que contribuiu imenso para aquilo que é o relevo do carácter daquilo que é que é genuíno e autentico, da resiliência e da forte resistência do povo alentejano, é o Cante Alentejo, é sem duvida aquilo que mais nos identifica e aquilo que mais força nos dá ao carácter de tantas gerações que vivenciaram o Cante Alentejano.”

Ceia da Silva adiantou ainda que “estamos a ultimar as rotas do Património Imaterial com relevo para o Cante, são rotas de 3 e sete dias, dirigidas para a tour operação e para a venda.”

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