Novo Quadro Comunitário e alterações climáticas são as prioridades das Associações de Regantes, em 2020

No passado dia 19 de Dezembro, realizou-se em Aljustrel a Assembleia-Geral da Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG), onde foi definida a agenda para 2020.

De acordo com a informação que nos chegou, os membros da FENAREG definiram prioridades tendo em conta a preparação do próximo Quadro Comunitário de Apoio e as questões climáticas.

Prioridades que enumeraram:

  • Aumentar a capacidade de armazenamento de água e de regularização interanual nas bacias hidrográficas.
  • Negociar o regime de caudais nas bacias hidrográficas internacionais, com prioridade para o Tejo, garantindo mínimos diários e volumes que respondam à evolução das necessidades dos agricultores.
  • Incentivar o uso de energias limpas nos aproveitamentos hidroagrícolas e nas explorações agrícolas de regadio, contribuindo para a neutralidade carbónica.
  • Reduzir o custo da fatura da eletricidade, através da criação de tarifários sazonais para a agricultura.
  • Rever os modelos de tarifários da água para a agricultura, criando um sistema claro, equilibrado e equitativo, que premei os aumentos de eficiência.

O Presidente da FENAREG garante que “o ano de 2020 será decisivo na definição das medidas e do orçamento da nova PAC e nesse sentido as associações de regantes farão ouvir a sua voz nas instâncias nacionais e europeias em defesa do regadio, essencial à sustentabilidade, previsibilidade e produtividade da agricultura, no contexto das alterações climáticas”.

A representatividade da FENAREG saiu reforçada desta Assembleia-Geral que aprovou a admissão de três novos membros: a Associação de Rega do Vale Sizandro, a Associação de Beneficiários dos Planos de Rega das Baixas de Óbidos e a Associação de Beneficiários do Monte Novo, totalizando 9.401 hectares de regadio.

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