O dia das mentiras: O raio que não caiu, o pastor que não foi ferido e as ovelhas que não morreram

Poderia ter sido uma tragédia, mas felizmente não foi! A notícia publicada pel’ODigital.pt que dava conta da queda de um raio numa herdade do Alentejo, não passou de uma celebração do Dia das mentiras.

Felizmente o raio não caiu, felizmente o pastor não sofreu quaisquer ferimentos e felizmente não morreu nenhuma ovelha, apesar nos últimos dias se terem registado várias trovoadas no Alentejo.

Aos milhares que visualizaram a notícia, às centenas que partilharam nas redes sociais e a todos os que acreditaram esperemos não terem levado a mal esta pequena brincadeira.

O Dia das Mentiras surgiu em França, no século XVI. Até a esta data, os Franceses guiavam-se pelo calendário Juliano, celebrando a passagem de ano a 1 de Abril. Mas, em 1564, o rei D. Carlos IX instituiu o calendário Gregoriano. Este calendário é o que utilizamos na atualidade, onde a passagem de ano é celebrada no dia 1 de Janeiro.

Esta mudança trouxe alguns protestos, pois nem toda a população estava de acordo. Naquela altura, os meios de comunicação também não eram rápidos e eficazes como hoje, fazendo com que grande parte da população não tivesse conhecimento desta mudança e se tornasse alvo de partidas pelas pessoas que estavam informadas. Estas partidas consistiam em receber convites para festas de Ano Novo que se iriam realizar no dia 1 de Abril. No dia, as pessoas chegavam ao local e era mentira.

Estas brincadeiras ficaram de tal forma virais que passaram a ser uma tradição não só em França como em todo o mundo.