“O governo, também no que ao sector agrícola diz respeito, respondeu prontamente e com eficácia”, diz Capoulas santos sobre a greve dos camionistas (c/som)

Decorre desde o passado dia 12 de Agosto a greve dos Motoristas de matérias perigosas. Uma greve que está a causar graves prejuízos em vários sectores económicos e nomeadamente na agricultura.

Esta quarta-feira, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alertou para as consequências desastrosas que a greve de motoristas terá para as colheitas, considerando que Governo não teve em conta os agricultores na rede de emergência.

Em Reguengos de Monsaraz, o Ministro da Agricultura, Luis Capoulas Santos, falou sobre este assunto dizendo que “o governo, também no que ao sector agrícola diz respeito, respondeu prontamente e com eficácia”, acrescentando que “o transporte de produtos perecíveis, como é o caso, por exemplo, lacticínios, hortícolas ou frutas, estão incluídos na primeira lista e prioridades e com acesso às bombas de gasolina a que acedem os bombeiros e as forças de maior emergência.”

Capoulas Santos refere ainda que “o Ministério da Agricultura está, selectivamente, a atribuir essas licenças de autorização e para isso instalou em cada capital de distrito um balcão de atendimento onde se podem dirigir todos aqueles que transportam produtos perecíveis. E simultaneamente foi criada no site do Ministério da Administração Interna para alimentação animal e transporte dos produtos carnes ou animais vivos, uma plataforma onde as empresas dos diversos sectores podem pedir as suas autorizações para abastecimento na rede que está submetida aos serviços mínimos, que serão deferidas no prazo máximo de 24 horas.”

O Ministro com a tutela da agricultura diz ainda que “o governo configurou esse sistema que tem vindo a funcionar com a maior eficácia e estamos convictos que assim continuará a ser enquanto a greve durar, fazendo votos obviamente para que as partes façam um esforço de entendimento e ponham cobro a uma situação que creio não interessa aos motoristas, aos empresários e à maioria dos cidadãos portugueses, mas como lhe disse, o governo, no sector agrícola como nos demais, gizou uma estratégia, pô-la em execução e ela tem vindo a decorrer com eficácia.”