Parte do Alentejo voltou a estar em seca moderada no Julho mais quente dos últimos 89 anos

De acordo com os dados disponibilizados, esta semana, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o mês de Julho de 2020 foi o mais quente desde 1931, tendo o valor médio da temperatura do ar sido de 25.08 °C, sendo assim muito superior ao normal (1971-2000) com uma anomalia de +2.91 °C.

Segundo o IPMA, durante este mês ocorreram 3 períodos com onda de calor, sendo uma delas de 9 a 18 de Julho e que afetou o Alentejo.

No que diz respeito à precipitação, o valor médio da quantidade de precipitação em julho, 4.0 mm, corresponde a 30 % do valor normal 1971-2000 (13.8 mm). De destacar durante o mês condições de instabilidade atmosférica em alguns locais do Centro e Sul do território que originaram a ocorrência de aguaceiros, que foram localmente fortes, por vezes de granizo e acompanhados de trovoada, tendo sido em Évora onde, no dia 21 de Julho se registou o maior valor de quantidade de precipitação em 24h, 26,5mm.

De salientar que, no final do mês de julho, verificou-se, em relação ao final de junho uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território. Na região Nordeste, no vale do Tejo, no Baixo Alentejo e no Algarve os valores são inferiores a 20%.

De acordo com o índice PDSI, no final julho, verificou-se um aumento da área em seca meteorológica no território do continente, sendo de realçar as regiões do Baixo Alentejo e Algarve com um aumento de intensidade (classe de seca moderada, pontualmente severa). O IPMA refere que neste momento grande parte da região Sul está em seca fraca, no entanto parte do Baixo Alentejo já está em seca moderada e a zona de Mértola já está em seca severa.