Peça inspirada nas Cartas Portuguesas de Mariana Alcoforado é um dos destaques da Gulbenkian Música 20/21

Entre setembro e dezembro, a Gulbenkian Música apresenta um programa variado com grandes peças sinfónicas, óperas e a estreia nacional de uma peça inspirada nas Cartas Portuguesas de Mariana Alcoforado.

Neste início de temporada, marcado pelas restrições impostas pela pandemia, a Gulbenkian Música aposta numa programação centrada na sua Orquestra residente, dirigida por maestros como Lorenzo Viotti, Giancarlo Guerrero, Leonardo García Alarcón, Hannu Lintu, Juanjo Mena, Mihhail Gerts, Nuno Coelho e José Eduardo Gomes.

A Orquestra Gulbenkian junta-se, pela primeira vez, à grande pianista Martha Argerich para, sob a batuta de Lorenzo Viotti, dar a ouvir uma das peças maiores do reportório russo: o Concerto para Piano e Orquestra nº 3 de Prokofiev (10 e 11 dez).

Momentos altos da temporada serão também as óperas Dido e Eneias de Henry Purcell, em versão de palco, dirigida por Leonardo García Alarcón, com Marianne Beate Kielland e Edwin Crossley-Mercer nos principais papéis (12 e 13 nov) e La voix humaine de Francis Poulenc, sob a direção de Lorenzo Viotti, numa versão protagonizada por Marina Viotti e encenada por Vincent Huguet (3 e 4 dez). Destaque também para a estreia nacional da obra Cartas Portuguesas do brasileiro João Guilherme Ripper, que evoca o legado singular da freira setecentista Mariana Alcoforado, interpretada pela soprano Carla Caramujo e elementos do Coro Gulbenkian, com encenação de Jorge Takla (5 e 6 nov). Esta obra foi encomendada pela Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo no âmbito da parceria SP-LX com a Fundação Gulbenkian.

O maestro titular da Orquestra Gulbenkian, Lorenzo Viotti, marcará forte presença neste início de temporada, dirigindo peças como a Noite Transfigurada de Schönberg (19 e 20 nov) e ainda dois Concertos de Domingo, especialmente dirigidos às famílias: Ma mère l’ Oye de Maurice Ravel e Pulcinella de Igor Stravinsky (29 nov) e excertos de West Side Story de Leonard Bernstein (20 dez).

No âmbito dos 250 anos do nascimento de Ludwig van Beethoven, o maestro convidado principal da Orquestra Gulbenkian, Giancarlo Guerrero, dirigirá a 3.ª Sinfonia (8 out), a 5.ª Sinfonia (9 out), a 6.ª Sinfonia (15 out) e a 7.ª Sinfonia (16 out), cabendo a Hannu Lintu a direção da 2.ª Sinfonia (5 e 6 nov).

Salienta-se ainda a presença do pianista francês Roger Muraro para interpretar o Concerto para Piano de Maurice Ravel, com a Orquestra Gulbenkian dirigida por Juanjo Mena. Neste seu regresso à Temporada Gulbenkian Música, o maestro espanhol dará também a ouvir a Sinfonia de Câmara de Dmitri Chostakovitch (22 e 23 out).

 

Esta primeira parte da temporada vai ainda incluir um programa inteiramente dedicado ao reportório francês dirigido por Mihhail Gerts. Além da peça Sur le même accord de Henri Dutilleux, com a violinista Anna Paliwoda, o público poderá ouvir a Suite Pelléas et Mélisande de Gabriel Fauré e a Sinfonia n.º 2 de Camille Saint-Saëns (29 e 30 out). Sob a direção de Nuno Coelho, a violoncelista Amalie Stalheim tocará o Concerto para Violoncelo n.º 1 de Joseph Haydn, num programa que inclui a Sinfonia n.º 3 de Mendelssohn (1 e 2 out).

Este ano, a parceria da Fundação Gulbenkian com a EGEAC/Câmara Municipal de Lisboa, traduz-se em três concertos da Orquestra Gulbenkian no Grande Auditório, todos de entrada gratuita (11, 17 e 18 set).

Quanto ao Festival Jovens Músicos, uma iniciativa da Antena 2 com a colaboração da Fundação Gulbenkian, volta a realizar-se no Grande Auditório com os concertos das obras e dos intérpretes vencedores desta e de outras edições do prémio (22, 24 e 26 set).

Todos os concertos terão a duração prevista de uma hora, sem intervalo.

Read more...
Read more...