Pólo de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária celebrou o dia do Agricultor, com Ministros a falar dos desafios europeus (c/fotos)

O Pólo de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) realizou, no passado dia 15 de Maio, o Dia do Agricultor.

A iniciativa procurou dar a conhecer as actividades do INIAV e promover o contacto entre os interessados e os investigadores.

Para tal, o programa contemplou visitas de campo e uma mesa-redonda dedicada ao tema “Sustentabilidade da produção animal nos sistemas extensivos mediterrânicos”, contando com a presença de várias entidades e os Ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos.

No discurso de encerramento Manuel Heitor destacou o “DNA desta estação, que está associada à colaboração intrínseca com os agricultores, com os problemas dos agricultores e também ás oportunidades, e esta relação e esta simbiose entre aqueles que aqui fazem investigação com aqueles que produzem e que trabalham na agricultura, é um factor diferenciador desta estação hoje reconhecido por muitos.”

O governante desafiou ainda, “para que nos próximos anos se possa realizar o dia das agricultoras e cada vez trazer mais investigadoras e mulheres para agricultura, este é um problema não apenas deste sector, é um problema a é muitos outros domínios, mas é bom sempre recordar, porque alargar o género e balancear o género.” O Ministro da Ciência garantiu que “o nosso compromisso de trabalho conjunto naquilo que chamaria uma nova era”, pois “hoje temos perante nós o desafio conseguir garantir um contexto europeu que os objectivos de maior coesão e maior competitividade são postos em conjuntos num processo de convergência europeia e isso só pode ser feito com mais conhecimento.”

No seu discurso Manuel Heitor, deixou claro que “há hoje cinco grandes missões europeias, e uma delas é efectivamente a melhoria da produtividade dos solos, de uma forma a que consiga cobrir toda a cadeia de valor e posso enumerar cinco desafios, que é a questão dos solos, a questão do manganês e a toxicidade dos solos, às forragens, à diversidade do tipo de cereais e se juntarmos as questões criticas e técnicas associadas ao regadia, mostram bem a complexidade e para isso precisamos de ter mais conhecimento e para isso precisamos de envolver todos, certamente em colaboração com os agricultores, mas envolver os nosso investigadores para em conjunto participar num esforço de convergência europeia.

Por sua vez Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, refere-se a esta iniciativa dizendo que “reflecte bem aquilo que achamos que o Ministério da Agricultura deve ser, uma ligação permanente com o sector e um trabalho que se desenvolve com profissionalismo, mas também com muito entusiasmo.”

Já sobre o tema debatido neste dia, Capoulas Santos afirma que “é da maior relevância num momento em que estamos confrontados com o duplo desafio que é o aumentar o auto aprovisionamento alimentar e reduzir as emissões de carbono, e muitas das respostas passam pela ciência.” O Governante com a pasta da agricultura salienta ainda que “o ministério da agricultura tem dedicado à inovação, à ciência e à transferência do conhecimento, uma parte do seu esforço e foi nesse sentido que desenvolvemos na criação dos centros de competência”, acrescentando que “já são 20 e recentemente disponibilizamos cerca de 1 milhão de euros para o seu funcionamento, foi nesse sentido que aprovamos os 114 grupos operacionais aos quais estão alocados 30 milhões de euros e 1/3 dos quais já plenamente executados neste momento, e é neste sentido que procuramos respostas através da rede de experimentação do ministério de que esta estação é um excelente exemplo e é nesse sentido que queremos mobilizar a rede rural e o INIAV nas suas diversas componentes.

Capoulas avançou ainda que “há 5 anos o INIAV desenvolvia 80 projectos, 50% dos quais em articulação com o sector, cinco anos depois desenvolve 170 projectos 95% dos quais em desenvolvimento com o sector, é aprova como as trajectórias correctas, naturalmente é necessário manter e consolidar no futuro.”