Portugal na liderança de produção de energias renováveis

Numa altura em que as alterações climáticas são um motivo de preocupação a nível global, é um alívio saber que Portugal é um dos grandes campeões mundiais na produção de energias renováveis. Isto deve-se, no geral, a incentivos governamentais e europeus, mas também à própria EDP (Energias de Portugal), mais particularmente à sua subsidiária EDP Renováveis, uma das 50 empresas mais sustentáveis do mundo que tem feitos esforços constantes para arrumar de vez com a utilização de combustíveis fósseis na produção de energia elétrica. Este tipo de postura da EDP comprova que as grandes empresas não precisam de recorrer a meios arcaicos para singrar positivamente nos mercados financeiros. Basta observar as ações da EDP para perceber que, excluindo o período mais negro da atual pandemia que afetou praticamente a totalidade dos valores mobiliários empresariais a nível global, a curva positiva tem sido constante, demonstrando assim a sua solidez e confiança dos investidores.

Este esforço na renovação dos meios de produção elétricos da EDP Renováveis foi forte nos últimos anos e os resultados atuais são promissores: em Portugal, nos primeiros 6 meses do presente ano de 2020, a produção de energia renovável representou 60% do consumo elétrico, repartida pela hidroelétrica com 28%, eólica com 23%, biomassa com 7% e fotovoltaica com 2,6%, com apenas 32% do consumo produzido através de gás natural e 0.5% de carvão, sendo que, a produção da EDP, em particular, cifrou-se nos 80% de produção de energia renovável. Ato contínuo, Portugal alcança quase o pódio dos países que mais produzem energia sustentável, encontrando-se atualmente no 4º lugar a nível mundial na produção de energia solar e eólica, atrás da Dinamarca, Irlanda e Uruguai.

E estes valores só são alcançados com uma postura proativa. A título de exemplo, o governo português já ditou o encerramento de todas as centrais de carvão até 2030, no entanto, a própria EDP admite que espera encerrar a central de Sines, a maior central termoelétrica portuguesa, “muito antes de 2030”. Apesar da central em causa ser essencial ao abastecimento de eletricidade no sul de Portugal, a EDP sabe que existem alternativas sustentáveis e tem investido nesse sentido, desafiando-se a si mesma para, até ao final da década, alcançar 90% de produção de energia renovável e a redução de 90% das emissões de CO2, comparativamente a 2005.

Exemplo da preocupação constante e do compromisso sustentável da EDP Renováveis, são os incentivos que a gigante elétrica dá às empresas e consumidores no geral. A empresa lançou recentemente um programa que premeia as boas práticas ambientais e sociais dos portugueses, onde os consumidores poderão receber um carro elétrico como prémio caso mudem os seus comportamentos de consumo elétrico e ambiental no geral, tudo isto “em prol da descarbonização da sociedade”. 

Não restam quaisquer dúvidas que a famosa frase The future is green (o futuro é verde) é absolutamente real e necessária: só práticas sustentáveis e incentivos ao consumo e produção de energia renovável poderão salvar o planeta de uma catástrofe eminente. Com este crescimento da produção de energia sustentável o planeta agradece, a saúde da população dispara positivamente, o consumidor tem acesso a energia mais barata e a uma consciência mais tranquila.