A presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, manifestou satisfação com a declaração de impacte ambiental desfavorável emitida esta terça-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) relativamente ao projeto da Mina da Lagoa Salgada.
Em declarações divulgadas pelo município, a autarca afirmou que o desenvolvimento económico do concelho não pode ser feito em detrimento de recursos essenciais. “Defendemos o desenvolvimento económico, a implantação de novos projetos, a criação de emprego e a diversificação de atividades no nosso concelho, mas não podemos aceitar que isso se faça à custa das reservas de água essenciais para assegurar o abastecimento às nossas populações”, referiu Clarisse Campos.
A presidente da autarquia recordou que sempre se manifestou contra a concretização do projeto mineiro, posição que o município manteve mesmo após a reformulação apresentada pelos promotores. Segundo Clarisse Campos, o parecer negativo do Município assentou nos riscos associados à iniciativa, destacando o abate de extensas áreas de montado de sobro e a possibilidade de impactos nas captações de água que abastecem as populações de Vale de Guizo, Mil-Brejos Batão, Rio de Moinhos e Torrão.
Na perspetiva da autarca, o projeto da Mina da Lagoa Salgada não representava uma mais-valia para o concelho de Alcácer do Sal, atendendo aos potenciais impactos ambientais e aos riscos para o abastecimento público de água, considerados determinantes na posição assumida pelo município ao longo do processo.


















