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Programa leva cientistas locais às escolas do Alentejo para mostrar que “as crianças podem ser o que quiserem”

Programa da Native Scientists já levou cientistas a mais de 7.500 crianças e chegou agora a Portalegre.

A Native Scientists está a implementar em Portugal o programa educativo “Cientista Regressa à Escola”, que leva cientistas de regresso às suas antigas escolas primárias para desenvolver oficinas de ciência com as crianças.

Até à data já foram alcançadas mais de 7.500 crianças em Portugal, incluindo no Alentejo, onde, esta terça-feira, dia 13 de janeiro, se realizou uma sessão na Escola Básica dos Assentos, em Portalegre.

A sessão foi dinamizada pela cientista Patrícia Figueiredo-Campos, contando com o apoio da Portugal Inovação Social e da Fundação Haddad, numa oficina que abordou o funcionamento do sistema imunitário, as infeções e as vacinas.

Segundo Vítor Gonçalves, da comunicação da Native Scientists, em declarações ao jornal ODigital.pt, a iniciativa pretende “aproximar as crianças da ciência desde os primeiros anos de escolaridade”, explicando que o projeto tem uma forte componente de proximidade e identificação.

Levar cientistas “de volta à sua terra natal”

“O programa prevê alargar os horizontes das crianças em Portugal, levando cientistas de volta à sua terra natal e, sempre que possível, à sua escola primária, para desenvolverem uma oficina de ciência”, afirmou.

Segundo o responsável, o objetivo vai além da transmissão de conteúdos científicos. “Trata-se de aproximar as crianças da ciência e, ao mesmo tempo, passar a ideia de que podem ser o que quiserem”

Desta forma, “aquela pessoa que cresceu naquela terra, que estudou naquela escola, conseguiu chegar a este ponto, e isso mostra às crianças que também elas podem conseguir”, sublinhou.

Aproximar as crianças da ciência e combater estereótipos

Vítor Gonçalves destacou ainda que o conceito de ciência trabalhado pela Native Scientists é abrangente, pois “quando falamos de cientistas, não nos referimos apenas às ciências exatas, como biologia, matemática ou física”.

“A nossa noção de ciência inclui também áreas como a História ou as Ciências Sociais”, esclareceu, acrescentando que o foco está em “aumentar a literacia científica e quebrar estereótipos”.

Impacto positivo junto de alunos e investigadores

A recepção do programa tem sido, segundo o responsável, amplamente positiva, pois “temos uma taxa de 99% de crianças que gostaram de conhecer um cientista, sendo que 54% tiveram esse contacto pela primeira vez através deste programa”, refere Vítor Gonçalves.

Do lado dos investigadores, “98% classificam a experiência como muito boa ou excelente e recomendam o programa”.

Oficinas incluem catividades antes e depois das sessões

As oficinas incluem atividades antes e depois do encontro presencial, incentivando a reflexão dos alunos sobre o que é a ciência e quem pode ser cientista. “No início, muitas crianças têm uma imagem muito estereotipada do cientista, como alguém fechado num laboratório a fazer experiências”, observou.

“Depois das oficinas, essa ideia muda bastante e passam a perceber que um cientista faz muito mais do que aquilo que imaginavam”, acrescentou Vítor Gonçalves.

Iniciativa decorre em todo o país e vai regressar ao Alentejo

O “Cientista Regressa à Escola” é desenvolvido anualmente em várias regiões do país e, ainda este ano, o programa vai passar um pouco por todo o Alentejo.

Na rota, segundo a associação, estão Vendas Novas, Mourão, Serpa, beja, Aljustrel, Santiago do Cacém, Estremoz, Ponte de Sor, Alter-do-Chão, Elvas, Moura, Mértola, Odemira e Montemor-o-Novo. Os cientistas, assim como as datas, ainda não estão confirmados.

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