O deputado do PS Luís Dias questionou o Governo sobre o número de utentes sem médico de família no Alentejo Central e medidas para reforçar a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários na região.
Numa pergunta dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, enviada hoje à Lusa pelo grupo parlamentar socialista, o deputado eleito por Évora alude a notícias que apontam para “um aumento significativo do número de utentes sem médico de família” no país.
“Esta realidade assume especial relevância no Alentejo Central e no distrito de Évora, região caracterizada por uma baixa densidade populacional, pelo envelhecimento demográfico e pela dispersão geográfica das populações”, salienta.
Luís Dias assinala que, nesta região alentejana, os índices de envelhecimento encontram-se “entre os mais elevados do país”, assim como “as acessibilidades aos cuidados de saúde apresentam desafios acrescidos”.
Por isso, “a ausência de médicos de família tem impactos particularmente gravosos, comprometendo o acompanhamento de doentes crónicos, a prevenção da doença e a resposta atempada às necessidades de saúde”, sublinha.
O deputado do PS entende que estas características do Alentejo Central “justificam uma atenção específica por parte do Estado e a adoção de políticas adequadas às necessidades dos territórios do interior”.
Com a pergunta, o parlamentar quer saber quantos utentes se encontravam, no primeiro trimestre do ano, sem médico de família na área da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central e no distrito de Évora e pede igualmente informação desagregada por concelho.
Luís Dias pretende conhecer, para o período homólogo de cada um dos últimos cinco anos, o número de utentes sem médico de família, de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar em funções e de vagas ou necessidades identificadas.
Que medidas está o Governo a implementar para reforçar a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários na região e para atrair e fixar médicos de família e se existe algum plano específico para as regiões do interior com maiores carências de profissionais de saúde são as outras perguntas.
















