Quem apostar na sua formação, aposta “com isso em valorizar a região”, diz o Delegado Regional do Alentejo do IEFP em Portalegre (c/som e fotos)

Decorreu na passada quinta-feira, 25 de Outubro, no auditório do Serviço de Formação de Portalegre do IEFP, a entrega de certificados a cerca de 70 pessoas que recorreram à formação profissional para progredirem nos seus níveis de formação.

A formação decorreu nas mais diferentes áreas, envolvendo outras entidades do distrito, onde estas pessoas já exerciam funções.

ODigital.pt esteve presente nesta cerimónia e falou com Arnaldo Frade, Delegado Regional do IEFP do Alentejo, que começou por referir que “foi mais um passo para, em relação a 70 pessoas, demonstrar certificando aquilo que são competências que as pessoas já têm, e permitir que do ponto de vista da escolaridade passo a passo, grau a grau, possam fazer o seu percurso e atingir o 12º ano, coisa que não conseguiram em tempo próprio pelas mais diversas razões, até porque conhecemos bem o nosso país e sabemos que muita gente no tempo próprio não pode estudar e qualificar, mas que o faça agora com o objetivo de se valorizar e com isso podermos valorizar a região”, acrescentando que “o que aqui aconteceu com a entrega de certificados é um momento de extrema importância  e que, como eu dizia à pouco, era muito importante que outras pessoas conhecessem que este momento existiu e que esta ferramenta existe para ponderarem também usufruírem dela.”

No discurso proferido para os presentes, Arnaldo Frade referiu que 65% das pessoas em situação de desemprego não tem o 12º ano, sendo que ao microfone d’ODigital.pt, o Delegado Regional do Alentejo esclarece que “não quer dizer que aconteça assim em permanência, porque o ficheiro do IEFP todos os dias muda, todos os dias há pessoas que saem da situação de desemprego e todos os dias há pessoas que se inscrevem, e isto quer dizer o quê? Que apesar do IEFP fazer um esforço ao nível da qualificação, da formação e até ao momento o IEFP já envolveu em formação no Alentejo mais de 11 mil pessoas, mas ainda assim vão entrando no sistema pessoas que efectivamente não concluíram, por uma razão ou outra, o 12º ano e portanto há aqui um desafio para além da qualificação, ao nível técnico e saber fazer técnico, há aqui um desafio enorme do ponto de vista da progressão escolar que hoje em dia é fundamental.”

Arnaldo Frade, diz que o grande desafio que se coloca é “usarmos esta ferramenta [formação profissional], que é uma ferramenta legal e utilizada em vários países e que no nosso pode fazer a diferença com um processo credível como é o caso, com júris constituídos para a analise das competências demonstradas podermos certificar pessoas e melhorarmos de facto quer a forma das pessoas poderem demonstrar oficialmente o que sabem, quer ao nível da sua valorização ao nível escolar e poderem progredir para formação superior, e portanto é um mundo que temos à nossa disposição, assim tenhamos todos a mente aberta para isso e assim façamos todos o nosso trabalho, nós aqui organizando processos e esperando pelas pessoas e divulgando o que temos e todos os outros dando o seu contributo para que isso possa acontecer.”

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