Relatório diz que Torre do Castelo de Mourão está “muito danificada, com danos estruturais graves, bastante vulnerável” e faz recomendações

Conforme noticiamos, um raio atingiu a torre do Castelo de Mourão no passado domingo (24 de Março), causado graves danos no património histórico.

Segundo ODigital.pt conseguiu apurar no passado dia 28 de março realizou-se em Mourão uma reunião entre o Executivo da Câmara de Mourão e a Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, onde foram apresentadas as primeiras conclusões relativas aos danos causados pelo raio que atingiu a torre do castelo no dia 24 de março.

No relatório a que tivemos acesso, pode ler-se que “após ter sido atingida por uma descarga elétrica (raio), verificou-se que a torre se encontra muito danificada, com danos estruturais graves, bastante vulnerável a ações exteriores como a queda de água ou mesmo à ação de sismos, mesmo estes de baixa intensidade.”

No mesmo documento consta ainda que “atendendo à urgência na salvaguarda de pessoas e bens que circulam nas imediações do castelo, nesta primeira fase propõe-se:

– Vedação de toda a zona envolvente da torre, excluindo o acesso à igreja, de forma a criar condições de segurança dos peões e afastando o tráfego de veículos de acesso à torre;

– Cobrimento de toda a torre por sistema que impeça a queda de materiais (em processo de descolamento) para a via pública e, por outro lado, sustenha a exposição das patologias aos agentes atmosféricos;

– Cobrimento da cobertura da torre, por sistema que impeça a entrada de água pluviais, pois qualquer acumulação de água na cobertura, e numa altura tão crítica como esta, qualquer acréscimo de cargas na cobertura poderá contribuir para a instabilização das abóbadas;

– Proceder à retirada das pedras existentes, ao nível do coruchéu, de modo a evitar um acréscimo de cargas no extradorso da abóbada;

– Escoramento e estabilização, nomeadamente ao nível da porta de acesso à torre e no intradorso da abóbada, por parte de uma empresa especializada;

– Retirar a armação de luminária que se encontra constantemente a embater nos pilares.

Após o término desta primeira fase, deverá ser lançada a segunda e terceira fase, nomeadamente a “execução de projeto de reabilitação” e “empreitada de reabilitação”, fase de execução.”

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