As águas da albufeira de Alqueva podem vir a ter um resort flutuante, com mais de 3 mil metros quadrados.
Ao que ODigital.pt conseguiu apurar, um pedido de pedido de utilização de recursos hídricos deu entrada na Agência Portuguesa do Ambiente, tendo já estado em consulta publica.
De acordo com a informação a que tivemos acesso, o resort ocupará uma área total de 3.449,68 m² e incluirá uma receção/bar (80,00 m²), instalações sanitárias/arrecadação (25,00 m²), esplanada (250,32 m²), acesso (46,29 m²), duas fossas sépticas estanques (56,88 m² e 61,91 m²), cais (581,00 m²).
Este resort terá 12 casas flutuantes (360 m²), 36 casas barco (1.080 m²), passerelle (107,46 m²), landing (48,00 m²), ancoradouro (712,82 m²) e ainda uma zona técnica (40,00 m²).
Este complexo turístico deverá ficar localizado junto ao ancoradouro localizado a Sul de Monsaraz, no concelho de Reguengos de Monsaraz.
Contactado pel’ODigital.pt, o Diretor Regional da Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, André Matoso, explicou-nos que “na sequência de um pedido de licenciamento de utilização privativa de Recursos Hídricos, referente a projeto turístico associado à instalação de um Resort flutuante e infraestruturas complementares, o qual foi efetuado ao abrigo dos artigos 61º e 68º da Lei nº 58/2005, de 29 de dezembro (Lei da Água) e dos artigos 23º, 24º e 25º do Decreto-Lei nº 226-A/2007, de 31 de maio, a Agência Portuguesa do Ambiente, no exercício das suas competências, irá avaliar e ponderar devidamente a pretensão.”
André Matoso acrescentou ainda que “este projeto será sujeito a um procedimento formal de Avaliação de Impacte Ambiental, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 69/2000, de 3 de maio e demais legislação complementar, o qual irá incluir uma fase de consulta pública, no âmbito da qual serão disponibilizados todos os elementos a ele associados, com maior detalhe, sendo que o referido procedimento envolverá uma ponderação das várias componentes e dos potenciais impactes decorrentes do projeto em causa”.
Recentemente em declarações a este jornal, o vereador da Câmara de Reguengos de Monsaraz, António Fialho, disse que “para já a autarquia ainda não tomou uma posição sobre o projeto, estando assim a aguardar a posição da Agência Portuguesa do Ambiente e só depois se irá manifestar”.
Para já ainda não é conhecido o valor do investimento a realizar.



















