“Sem haver investimento, nós não conseguimos fazer o nosso trabalho”, diz Directora de Cultura do Alentejo (c/som e fotos)

Esta segunda-feira, 18 de Maio, celebrou-se o Dia Internacional dos Museus, uma data simbólica que, este ano, é marcada pela reabertura progressiva em todo o país de museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos.

Uma reabertura que aconteceu um pouco por todo o país, cumprindo todas as regras de higiene e segurança.

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No Alentejo, esta abertura assinalou-se simbolicamente no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa (Crato), pela manhã, no Sítio Arqueológico de S. Cucufate (Vidigueira), à tarde, mas o momento que mais marcou este dia aconteceu no Museu Regional de Beja, onde marcaram presença o Presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, a Directora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira e a Presidente do ICOM, Maria de Jesus Monge.

ODigital.pt esteve presente em Beja e falou com a Directora Regional de Cultura do Alentejo (DRCA), Ana Paula Amendoeira, que começou por nos dizer que “hoje é um dia muito importante, é simbólico”, referindo que “normalmente as segundas-feiras é o dia em que os museus fecham e hoje, depois deste tempo todo encerrados, simbolicamente, sendo o Dia Internacional dos Museus nós também quisemos estar alinhados, aqui no Alentejo, no que diz respeito aos monumentos, sítios e ao museu que estão na dependência da Direção Regional de Cultura do Alentejo.”

Ana Paula Amendoeira adiantou que, dos equipamentos museológicos sob tutela da DRCA “a grande maioria estão abertos, há algumas exceções que pela sua própria natureza não pudemos abrir, como é o caso da Gruta do Escoural, porque o próprio sitio não permite que nós consigamos cumprir as normas sanitárias e de segurança das autoridades”.

Já sobre o Museu Regional de Beja, a Directora de Cultura do Alentejo destaca o facto de ser o “primeiro dia internacional dos museus que passamos em que o museu está na tutela da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, consideramos esse facto muito relevante e simbólico”.

“Quisemos foi dar um sinal de vitalidade e dinamismo”

Questionada sobre em que condições de segurança vai este museu abrir, Ana Amendoeira refere que “vamos abrir sem restrição de áreas visitáveis, embora tenhamos o cumprimento registo das regras, para garantir a segurança das pessoas que nos visitam, como à segurança do acervo do museu”, no entanto não deixa de salientar que “o Museu Regional de Beja precisa de muita coisa, por isso é que vai entrar em obras”, mas “quisemos foi dar um sinal de vitalidade e dinamismo, porque a equipa do Museu Regional de Beja tem trabalhado muitíssimo internamente durante este período de confinamento, na organização, na inventariação, na limpeza e por isso é importante darmos esse sinal do resultado do empenhamento da equipa.” Mas deixa claro que “não temos as condições que quereríamos, mas temos condições para cumprir tudo aquilo que são as normas, alias os nossos serviços de segurança e serviços gráfico trabalharam para fazer um manual de boas práticas que disponibilizamos a quem quiser utilizar em toda a região.”

“Claro que há muitas dificuldades e isso até nós, temos falta de pessoas, estamos a fazer um esforço para conseguir cumprir as normas”

Já sobre qual seria a situação dos museus a nível da região Alentejo e se estariam todos em condições de cumprir as normas de segurança definidas pelas autoridades de saúde, a Directora de Cultura do Alentejo é clara ao afirmar que “penso que não”, no entanto ressalva que “alguns museus não abrem hoje. Sei que muito dos equipamentos que estão na dependência dos municípios abrirão mais tarde, em princípio no início de Junho. Ainda assim, por exemplo o Museu de Évora só terá um horário restrito de abertura por não ter essas condições, mas claro que há muitas dificuldades e isso até nós, temos falta de pessoas, estamos a fazer um esforço para conseguir cumprir as normas e ter todos em segurança.”

“Tudo o que é humano é cultural, tudo o que fazemos é cultura

Já sobre se o portugueses com o confinamento ficaram mais despertos para a área cultural, Ana Paula Amendoeira diz que “espero que sim, desde logo porque esta nova fase permite que as pessoas depois de um período de quarentena forçada, há um questionamento quase automático sobre quilo que é mais essencial e de facto as actividades culturais são absolutamente centrais na nossa vida, porque é da nossa natureza humana, porque tudo o que é humano é cultural, tudo o que fazemos é cultura.”

“Sem haver investimento em coisas que sejam absolutamente necessárias nós não conseguimos fazer o nosso trabalho”

A Directora Regional de Cultura do Alentejo conclui relembrando que “nós necessitamos de facto de ter maior financiamento na área da cultura, porque por mais boa vontade que se tenha, sem haver investimento em coisas que sejam absolutamente necessárias nós não conseguimos fazer o nosso trabalho, fazemos muitos esforços e estamos a fazer, mas eu não quero com isso que se pense que não precisamos, pois precisamos muitíssimo.”

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