Somos uma “nação que quer construir o seu futuro, precisa de preservar a sua memoria”, disse Ministro da Economia na apresentação do Programa Revive (c/som)

Decorreu esta quinta-feira, em Lisboa, a apresentação da segunda fase do Programa Revive.

Na apresentação, o Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou que o programa Revive está em “velocidade de cruzeiro” e referiu que os sete projectos já adjudicados representam um investimento superior a 54 milhões de euros.

“A capacidade que temos tido de colocar o programa Revive em velocidade cruzeiro, periodicamente indo lançando concursos, recebendo propostas, apreciando propostas, celebrando contratos, é um trabalho notável e estamos muito satisfeitos com o ritmo de execução”, afirmou durante o lançamento da segunda edição do Programa Revive, em Lisboa.

A segunda edição inclui monumentos nacionais como o Mosteiro de São José (Évora), a Fortaleza da Torre Velha (Almada) e o Quartel das Esquadras (Almeida), assim como vários imóveis de interesse público como o Palacete Viscondessa de Santiago do Lobão (Porto), a Fortaleza da Juromenha (Alandroal) e o Forte da Cadaveira (Cascais), além do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, identificado como Edifício Pombalino na Praça do Comércio, onde decorreu a apresentação.

Outros dos 15 imóveis são o Forte Velho do Outão (Setúbal), a Casa do Outeiro (Paredes de Coura), o Castelo de Almada, o Centro Educativo Vila Fernando (Elvas), a Casa das Fardas (Estremoz), a Quinta do Cabo das Lezírias (Vila Franca de Xira), Casa da Igreja (Mondim de Basto) e o Palacete Conde Dias Garcia (São João da Madeira).

O Ministro da Economia, disse ainda que “somos uma nação com quase 900 anos, somos uma nação que mantém as fronteiras mais antigamente definidas do continente europeu, temos uma identidade nacional forte que se afirma por todo o território sem clivagens regionais ou de outra ordem, temos presença internacional, temos comunidades em vários sítios e vestígios da presença portuguesa pelo mundo de há muitos, muitos anos. Uma nação que tenha esta história, uma nação que quer construir o seu futuro, precisa de preservar a sua memoria, a sua memoria colectiva e entre outras coisas nasce aquilo que são as marcas físicas no território e que os nossos antepassados nos deixaram. Temos por todo o país vestígios de edifícios que às vezes o povo construiu, que os soberanos construíram assegurar a defesa do nosso território, são marcas de testemunhos de fé que os portugueses deixaram ao longo dos anos.”

Nesta cerimónia falou ainda Graça Fonseca, Ministra da Cultura, que referiu que a base do “uso da utilização destes edifícios estão actividades turísticas, nomeadamente a hotelaria, restauração e cultural”, acrescentando que “este cruzamento entre o turismo e a cultura é uma parceria de grande valor, porque por um lado o turismo precisa de uma oferta cultura, porque aquilo que cada um dos nosso turistas procura é oferta cultural, pode ser património cultural, património histórico ou simplesmente um núcleo de arte contemporânea, mas também porque do ponto de vista da oferta cultural, temos todo o interesse em que mais pessoas, não só nacional mas também estrangeiras, conheçam o que é a oferta cultura do pais. Por isso nesta dimensão, parece-me muito importante que iremos trabalhar mais activamente naquilo que será preservação destes imóveis, não só possa estar culminada ou articulada a oferta hoteleira, restauração e cultural, e nada obsta a que um hotel tenha um espaço de programação cultural, será sempre uma mais valia, da mesma maneira que um restaurante o possa fazer.”