“Temos de louvar alguém que de forma altruísta colocou Estremoz no mapa”, disse Autarca na abertura do Museu Berardo (c/som e fotos)

Foi numa cerimónia restrita, esta quarta-feira,  que decorreu a inauguração do Museu Berardo Estremoz. Um novo espaço que tem no seu interior a “maior e mais importante colecção privada de azulejos” em Portugal.

Este novo espaço museológico está instalado no histórico Palácio Tocha, um imóvel classificado, no coração da cidade de Estremoz, e mostra um grande e valioso conjunto de Azulejaria Espanhola e um vastíssimo acervo de Azulejaria Portuguesa, através da exposição, “800 Anos de História do Azulejo”, comissariada pelos especialistas Alfonso Pleguezuelo e José Meco.

Na cerimónia de abertura destaque para a presença do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos e do Comendador Joe Berardo.

Nas palavra proferidas pelo Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, destaca o facto de alguém, há 5 anos, ter sonhado, “porque quando se sonha, é o principio de um feito, e de facto estamos aqui hoje já com esse sonho realizado, que muitos não acreditavam que fosse possível, mas a realidade é que está de pé e estamos aqui a comemorar o inicio de duas coisas, a recuperação de um dos edifícios mais emblemáticos de Estremoz, e simultaneamente celebrar ter aqui um dos melhores museus da europa em matéria de azulejos

O Autarca deixou claro que “para além de Estremoz, que ganhou com esta pérola, ganhou todo o Alentejo e seguramente ganha todo o país”, acrescentando que “Estremoz, uma terra pequena, uma terra do interior do pais, numa região onde se fala tanto em coesão territorial, mas que de facto em que o interior está tão abandoado por quem de direito tinha a obrigação de aqui investir, temos de louvar alguém que de forma altruísta colocou Estremoz no mapa nesta matéria de exposições de azulejos

Já sobre o facto de ter sido questionado se este seria um bom negócio para Estremoz, Francisco Ramos referiu que “a cultura tem de ser muito mais que isso, a cultura é um espelho e memorias de um povo e não pode ser auferidas nessa vertente economicista, porque se assim fosse, eu teria que fechar a camara porque nenhum equipamento da câmara não dão lucro e se for nessa perspectiva fechamos tudo”.

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Recordamos que este museu resulta de um investimento superior a 2,6 milhões de euros, com comparticipação de 75% de fundos comunitários.