O número europeu de emergência

O Número Europeu de Emergência 112 foi criado em 1991 e desde 2008 passou a ser o único número de emergência, que pode ser usado de qualquer telefone fixo, móvel ou telefone público para aceder aos serviços de emergência em qualquer país da União Europeia (UE), gratuitamente.

Para alertar todos os cidadãos para a importância da correta utilização do 112, foi escolhido o dia 11 de fevereiro (11/2), como o Dia do Número Europeu de Emergência, pelo que na próxima segunda-feira todos os países da UE realizam várias atividades e campanhas de divulgação para celebrar este dia, que se comemora desde 2009 no espaço europeu, sendo habitual em Portugal realizarem-se várias ações de sensibilização a alunos do ensino básico, um pouco por todo o país, através das equipas de policiamento de proximidade/comunitário da GNR e da PSP.

E tendo em conta as últimas noticias, verifica-se que muito ainda há para fazer, conforme deu a conhecer o JN na sua edição de ontem, 5 de fevereiro, no artigo com o título “Chamadas falsas acionam 7500 viaturas do INEM”, JN de 5 de fevereiro, onde é referido que “Os centros de orientação de doentes urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) recebem, por ano, cerca de 20 mil chamadas falsas que originam o acionamento de perto de 7500 meios.

Por isso, importa dar a conhecer que o 112 serve para serem comunicadas todas as situações de emergência relacionadas com saúde, incêndios e crimes, sendo a chamada atendida por um operador que após avaliação da situação envia os meios de socorro adequados à emergência.

Nas situações de emergência por motivos de saúde a chamada é transferida para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM e nas situações que evolvem a prática de crimes, são encaminhas para a GNR ou para a PSP, consoante o local da ocorrência, podendo ainda ser encaminhada para a Autoridade Nacional de Proteção Civil nas situações de incêndios, cheias, etc.

Ao ser atendido pelo operador deve facultar toda a informação que lhe for solicitada, para permitir um rápido e eficaz socorro às vítimas, nomeadamente o tipo de emergência (doença, acidente, crime, incêndio, etc), o número de telefone do qual está a ligar, a correta localização da ocorrência, indicando se possível, pontos de referência, o nível de gravidade, se conseguir efetuar essa avaliação, o número de pessoas envolvidas, por sexo e idade e qualquer outra informação importante para a prestação de um correto socorro, nomeadamente se a ocorrência obriga o empenho de meios especiais, como são os acidentes rodoviários com vítimas encarceradas, a existência de libertação de gases, perigo de incêndio, etc.

Após ser feita a triagem os operadores das centrais 112 indicam-lhe a melhor forma de proceder, enviando os meios de socorro adequados, sendo que o correto uso do 112 pode salvar vidas. Mas sabemos que nem sempre isso acontece e que as chamadas falsas, para além de fazerem perder tempo e dinheiro, podem também ser perigosas, porque ocupam a linha 112, impedindo que seja usada por quem realmente necessita de ajuda, não a conseguindo obter em tempo oportuno, e por isso em todos os países, existem consequências penais para quem realizar uma chamada falsa para o 112.

Conforme referido no início, ao que parece as chamadas falsas para o 112 ainda são em elevado número, concluindo-se que os portugueses usam o número de emergência de forma incorreta, fazendo todo o sentido que se continue a assinalar o Dia do Número Europeu de Emergência, com a realização ações de sensibilização, especialmente direcionadas aos mais novos, tendo como objetivo sensibilizar esta população para a importância da correta utilização do 112.

Estas ações de divulgação devem informar a população mais nova, que as chamadas falsas são aquelas que são realizadas para os serviços de emergência e que não se referem efetivamente a emergências reais, e como devemos usar corretamente o 112, com o objetivo de reduzir os elevados números desse tipo de chamadas, levando ao empenhamento de meios materiais e humanos em ocorrências inexistentes e que podiam estar a ser usados para salvar vidas, causando por isso elevados prejuízos.

Exemplos dessas chamadas falsas, são as sem comunicação, como as pocket call, os enganos ou os desligamentos imediatos, as chamadas de não emergência, quase sempre para pedir de informações (o 112 não serve para pedir informações), as chamadas maliciosas, onde se incluem os falsos alarmes intencionais, as chamadas com brincadeiras e as chamadas insultuosas.

Para um correto uso do 112 só deve ser usado para entrar em contato com qualquer serviço de emergência (polícia, bombeiros, ambulância), em todos os 28 países da UE, do telefone de casa, do telemóvel e também telefones públicos e de graça.

Deve ligar o 112 quando presenciar ou participar numa emergência onde a polícia, os bombeiros ou uma ambulância são necessárias, devendo a chamada ser efetuada, se possível, por um adulto, por isso as crianças devem procurar a ajuda de um adulto primeiro, podendo, no entanto, qualquer criança ligar para o 112, explicando a situação ao operador, o mais corretamente, indicando o seu nome, endereço e número de telefone.

Não ligar para o 112 para pedir informações sobre o trânsito ou sobre o tempo, nem sobre qualquer outro tipo de assunto, existindo para isso números e instituições que fornecem essa informação, como são os casos da GNR, da PSP e da BRISA (707 500 900) para informações sobre o trânsito e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera para informações sobre as condições atmosféricas.

Nunca ligar para o 112 se não for uma emergência e desligar se marcar o 112 por engano.