O sol, um amigo encapuçado!

O verão está aí à porta e inevitavelmente todos os caminhos nos levam até à praia, ou até aquela esplanada onde nos sentimos tão bem e onde podemos usufruir daquele sol maravilhoso que tanto esperámos!

No entanto há que pensar não só nos benefícios e prazeres que o sol nos pode proporcionar mas também nos cuidados a ter, para que os seus malefícios não venham posteriormente a repercutir-se na nossa saúde, e a titulo de exemplo referiria o cancro da pele. Facilmente podemos verificar que a queimadura solar é a lesão imediata mais frequente provocada pela exposição excessiva ao sol, que tanto negligenciamos mas, da qual devemos proteger a nossa pele. A intensidade solar máxima ocorre entre as 10 e as 16 horas, pelo que se deve evitar a exposição ao sol durante este período. A suscetibilidade a queimaduras solares varia de pessoa para pessoa. Pessoas com pele e olhos claros são mais propensas a queimaduras, enquanto que pessoas com pele muito escura são capazes de tolerar melhor os raios ultravioletas.

A exposição excessiva ao sol ou a exposição a longo prazo danifica a pele! Noventa por cento dos cancros da pele ocorrem em áreas que são expostas à luz solar. Aos pais sugere-se cuidados redobrados nas horas a que os filhos estão expostos aos raios ultravioletas. Em geral as crianças recebem três vezes mais exposição solar do que os adultos. Nunca descurar a proteção da pele sempre que estiver exposto ao sol, usar camisa de manga comprida de algodão, chapéu e protetor solar 50 à prova de água. Os protetores solares devem ser aplicados uniformemente (em duas camadas) em todas as áreas expostas, não esquecendo pregas cutâneas e áreas que podem vir a ser expostas devido à mudança de roupa.

Aplicar o protetor solar trinta minutos antes de qualquer exposição aos raios ultravioletas, tanto nos dias nublados como nos dias com sol, e o mesmo deverá ser feito quando a criança brincar à sombra já que o sol reflete-se na areia e na água.

Reaplicar o protetor solar a cada 2 a 3 horas e sempre que for à água ou transpirar intensamente. Se imprevisivelmente houver exposição excessiva ao sol deverá imediatamente refrescar a pele, usando compressas frias embebidas em água ou tomar um banho morno por 20 minutos, ou até que a pele arrefeça, e descansar.

Aplicar uma loção calmante e hidratante, beber muita água pois o corpo perdeu líquidos devido ao calor e precisam ser repostos. Se apresentar bolhas (não rebentar), náuseas e/ou dor deverá dirigir-se a um serviço de saúde.

Lembre-se que todos os cuidados são poucos para se proteger e proteger o seu filho!

Especialistas aconselham que os bebes não devem frequentar a praia (sol) nos dois primeiros anos de vida.

Os danos provocados pelo sol são cumulativos, o bronzeamento não é mais do que a indicação de lesão na pele provocada pelo sol. A exposição aos raios ultravioletas provoca um envelhecimento prematuro da pele, traduzido pelo aparecimento de manchas, tez amarela, rugas profundas, perda de densidade e elasticidade da pele, assim como alterações da visão (cataratas), reativação do herpes, entre outros.

A maioria dos efeitos a longo prazo, como o cancro e as rugas, evidenciam-se na idade adulta, mas os cuidados com a pele devem iniciar-se na infância e manterem-se ao longo da vida!