Três em cada cinco empresas registaram uma quebra significativa das encomendas em junho

De acordo com um inquérito promovido pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal e pelo Marketing FutureCast Lab do ISCTE, três em cada cinco empresas (58%) registaram uma quebra significativa das encomendas em Junho, já em período de retoma das actividades económicas, depois dos condicionalismos impostos pelos processos de combate à pandemia de covid-19.

A quebra média das encomendas registada pelas empresas é da ordem dos 45%.

O inquérito, dedicado a recolher e analisar informação sobre compras e vendas das empresas após o estado de emergência, conclui, também, que três quartos das empresas registaram uma quebra nas vendas, no mês de maio, e que essa quebra foi, em média, de 49.

Estes dados deixam claro que a pandemia teve um impacto profundo nas cadeias de abastecimento e no funcionamento das empresas e indiciam que a recuperação da actividade económica será lenta. Mostram, também, o esforço que vai ser necessário para a concretizar”, afirmou o vice-presidente da CIP João Almeida Lopes, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados.

Os dados do inquérito desenvolvido pela CIP, através das associações que a integram, mostram que a generalidade das empresas que já retomou a actividade, total ou parcialmente, em Junho.

Revelam, ainda, que o lay off simplificado continua a ser um mecanismo determinante, quando 25% das empresas que respondeu ao inquérito diz que o utiliza e outros 10% dizem que pensam vir a pedir para o fazer, o que reforça a posição a CIP de defender o prolongamento desta solução até ao final do ano, “porque é fundamental para apoiar o emprego e ajudar as empresas a ultrapassarem esta fase de excepção”, referiu Almeida Lopes.

Este é o sétimo inquérito do Projeto Sinais Vitais, uma iniciativa inédita desenvolvida em conjunto pela CIP e pelo Marketing FutureCast Lab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, que tem como objectivo recolher e divulgar, de forma regular, informação credível e actualizada sobre o que pensam os empresários e gestores de topo das empresas portuguesas, no quadro da actual situação de excepção.

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