Uso da Água no Alentejo integra Estratégia Regional aprovada e para a Ministra “espelha bem as preocupações do território”

Conforme noticiámos, esta segunda-feira, decorreu o Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, que contou com a maioria dos 47 Presidentes de Câmara da região alentejana.

Neste ato apreciou-se e aprovou-se a Estratégia Regional Alentejo 2030, na sua versão preliminar.  Além dos membros do Conselho Regional, esteve presente a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e o Secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel.

Como referimos, foi aprovado o Plano Estratégico Regional Alentejo 2030, com a maioria dos votos a favor e com apenas 7 abstenções.

Um dos temas mais falados neste Conselho Regional foi a questão da água e da sua gestão, tendo a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, referido aos jornalistas que “há uma estratégia conjunta entre o Alentejo e o Algarve para um instrumento territorial integrado para tratar as questões da água, não só na oferta, mas também na procura.”

A Governante salientou que a água é sempre um assunto a analisar “tanto na gestão da água, no uso que se faz da água, nas formas de captação da água e depois na oferta e na procura, mas também na forma como se faz agricultura, etc. Ou seja, nós estamos a falar de um recurso que é absolutamente determinante nestes territórios e por isso a estratégia espelha muito bem aquilo que são as preocupações do território a este respeito e, portanto, fará todo o sentido termos projetos ou conjuntos de projetos dedicados a essa temática”.

Sobre a estratégia de futuro para a questão da água no Alentejo, Ana Abrunhosa, destacou o fato da região já estar a trabalhar “nisso há algum tempo, nomeadamente de forma muito avançada no projeto da Barragem do Pisão, que será financiado, aliás foi anunciado pelo primeiro ministro, através do Programa de Recuperação e resiliência”, acrescentando que este projeto avançou “porque tivemos uma CIM que se reuniu à volta de um problema e que ela própria avançou com os projetos e só por isso é que é possível incluir esse projeto na barragem do Pisão programa de recuperação e resiliência”.

A Ministra da Coesão adiantou ainda que “outros projetos do Alentejo estarão incluídos no Programa de Recuperação e resiliência e no Portugal 2030 que funcionaram praticamente em paralelo e, portanto, que não seja por falta de recursos que estes projetos estratégicos não se façam não, ou seja por falta de capacidade de execução.”

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