Veja algumas imagens da Baja Portalegre 500, que este ano decorreu de forma especial (c/fotos)

A lutar pela conquista da Taça do Mundo FIA de Bajas, Bernhard Ten Brinke foi o mais forte e venceu a Baja Portalegre 500. Numa edição marcada por condições muito difíceis, o piloto da Toyota Hilux assegurou o triunfo no derradeiro setor seletivo. Guillaume De Mévius ainda sonhou com a possibilidade de ganhar com um SSV, mas teve de se contentar com o segundo posto, a 1m17,1s do primeiro. No último lugar do pódio ficou outro dos candidatos à vitória na Taça do Mundo, Vladimir Vasilyev. O russo cedeu 1m20,3s para Ten Brinke.

A 34ª edição da Baja Portalegre vai ficar marcada pelas condições únicas em que se realizou. A pandemia levou o Automóvel Club de Portugal a tomar medidas muito exigentes para que a prova pudesse ir para as pistas do Alto Alentejo. As condições meteorológicas instáveis, em particular, no primeiro dia de competição, criaram um contexto semelhante ao das edições que contribuíram para que esta se tenha tornado a rainha do TT nacional.

Foi neste cenário que os concorrentes da Taça do Mundo FIA de Bajas e do Campeonato Portugal de TT entraram em competição. No arranque, e com a chuva a cair copiosamente, Vladimir Vasilyev estabeleceu o melhor tempo. O primeiro setor seletivo era curto e serviu, essencialmente, para definir a ordem em que os primeiros sairiam para a pista no setor da tarde.

Aí, as condições pioraram e apenas nove concorrentes conseguiram completar os 75 quilómetros entre Ponte de Sor e Cabeço de Vide. A subida repentina do leito das ribeiras obrigou a organização a interromper a prova e a maioria acabou por percorrer o percurso em ligação.

Apesar de tudo, foram vários os pilotos que não resistiram e ficaram fora de prova. Os campeões nacionais de 2016 e de 2019, Nuno Matos e Tiago Reis, respetivamente, ficaram retidos numa ribeira e já não tiveram condições para continuar a correr. Miguel Barbosa, que se sagrou campeão nacional no momento em que entrou em prova na Baja Portalegre 500 não pôde lutar pela vitória, que seria a quarta, porque a direção assistida da sua Toyota Hilux cedeu.

Sem problemas, Guillaume De Mévius esteve imparável e terminou o dia na frente da classificação com Pedro Dias da Silva em segundo e Bernhard Ten Brinke a ser terceiro.

Para a segunda etapa, e devido à intempérie, a organização teve de reorganizar a competição. Em vez de dois setores, um com 170 e outro com 180 quilómetros, os concorrentes fizeram apenas 80 quilómetros.

De Mévius tinha menos distância para defender a liderança. A concorrência também perdia oportunidades para recuperar terreno. Mas com uma prestação irrepreensível, Ten Brinke “voou”. O andamento foi tal que o holandês subiu ao primeiro lugar e alcançou, pela primeira vez, a vitória na mítica do TT nacional. Este triunfo dá continuidade a uma tendência de domínio de pilotos estrangeiros, depois da vitória de Joan Roma, em 2018, e de Orlando Terranova, em 2019.

Apesar de não ser capaz de defender o seu lugar no comando, De Mévius fechou a sua prestação em segundo da classificação geral. À procura de pontos para a Taça do Mundo, Vladimir Vasilyev também “voou” e registou o mesmo tempo de Ten Brinke no último setor.

Destaque, ainda, para a competitividade demonstrada pelos SSV que competem entre os automóveis. Entre os dez primeiros, terminaram cinco Can Am, com particular destaque para De Mévius, que acabou em segundo, e para Aron Domzala, que fechou no quarto posto.

Fique de seguida com as imagens possíveis captadas, no sábado, pel’ODigital.pt, que apesar de acreditado pela organização, pouca ou quase nenhuma informação obteve sobre o percurso da prova…