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Vila Viçosa: Igreja dos Agostinhos poderá contar com experiência audiovisual para os visitantes em 2027

Projeto deverá incluir conteúdos audiovisuais de apoio à visita para ajudar a interpretar a história e o património do Panteão dos Duques.

A Fundação da Casa de Bragança está a preparar um trabalho de interpretação patrimonial para a Igreja dos Agostinhos, em Vila Viçosa, também conhecida como Panteão dos Duques de Bragança, com o objetivo de reforçar a informação disponível aos visitantes durante a visita ao monumento.

O projeto deverá incluir conteúdos audiovisuais de apoio à visita, depois de tratados pela Fundação, permitindo uma leitura mais contextualizada da história, da arquitetura e dos elementos patrimoniais existentes no espaço.

Ana Saraiva, diretora do Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, explicou ao jornal ODigital.pt que este é um dos trabalhos atualmente em preparação pela instituição, numa intervenção que pretende valorizar a experiência do visitante sem interferir com a autenticidade do monumento.

“A Igreja dos Agostinhos ou Panteão dos Duques já foi sujeita a várias intervenções, mas temos um longo caminho pela frente”, afirmou.

Segundo a responsável, uma das prioridades passa agora por desenvolver conteúdos que permitam aos visitantes compreender melhor o edifício e o seu significado histórico.

“Uma das nossas prioridades agora é fazer todo um trabalho de interpretação, que permita aos visitantes fazer uma leitura apoiada daquilo que é o seu património e a sua história”, referiu Ana Saraiva.

Apoiar a leitura do monumento

A diretora do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança sublinhou que a Igreja dos Agostinhos é um espaço que exige instrumentos de apoio à interpretação, tendo em conta a sua dimensão histórica, patrimonial e simbólica.

“Estamos a falar de um edifício que requer um apoio à leitura e é isso que estamos a preparar”, indicou.

O objetivo passa por disponibilizar conteúdos no próprio monumento, permitindo ao visitante enquadrar os diferentes elementos que integram o espaço, desde os túmulos aos elementos arquitetónicos associados à história da Casa de Bragança.

“É uma ajuda ao visitante, para que possa fazer uma leitura da história com suportes e conteúdos que vamos disponibilizar in loco”, acrescentou.

Ana Saraiva destacou ainda que qualquer intervenção terá de respeitar a natureza do monumento e o património já integrado.

“Estamos perante um monumento em que a intervenção deve ser feita com toda a sobriedade e interferindo o mínimo possível com aquilo que é o património que já está integrado”, afirmou.

Fundação espera apresentar novidades em 2027

A responsável considera que o trabalho em preparação será importante para tornar a visita mais informada, ajudando o público a compreender a ligação entre os diferentes elementos existentes na Igreja dos Agostinhos.

“É uma intervenção necessária ao visitante. Para auxiliar na visita, para que perceba o que está ligado a cada um dos túmulos, a cada um dos elementos arquitetónicos. Para que saiam mais informados”, disse.

Questionada sobre o calendário previsto para a concretização do projeto, Ana Saraiva explicou que o processo se encontra ainda em fase de preparação e envolve várias etapas.

“Neste momento, estamos a preparar. São processos relativamente demorados, porque envolvem um trabalho de pesquisa, de seleção de conteúdos, depois um trabalho de produção e de museografia”, adiantou.

Ainda assim, a diretora deixou uma perspetiva para os próximos anos: “Em 2027 esperamos trazer surpresas”.

Panteão dos Duques de Bragança em Vila Viçosa

A Igreja dos Agostinhos integra o antigo Convento de Santo Agostinho, em Vila Viçosa, e é conhecida por acolher o Panteão dos Duques de Bragança, espaço onde repousam várias gerações da família ducal.

O monumento está ligado à história da Casa de Bragança e constitui um dos espaços patrimoniais de referência em Vila Viçosa, vila associada à presença dos duques antes da Restauração da Independência, em 1640.

Além do trabalho previsto para a Igreja dos Agostinhos, a Fundação da Casa de Bragança está também a desenvolver outras ações relacionadas com documentação e conservação patrimonial.

“Estamos a trabalhar em várias frentes, muito centradas naquilo que é a documentação e conservação”, referiu Ana Saraiva.

A responsável destacou ainda a Igreja das Chagas, em Vila Viçosa, como outro espaço sob atenção da Fundação.

“Estamos com um olhar muito atento para a Igreja das Chagas, para o seu património móvel e integrado. Entendemos que merece a nossa atenção”, acrescentou.

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